Vacinação de moradores com idades entre 40 e 59 anos é chave para sucesso da campanha contra a Covid-19, diz secretaria

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A Prefeitura do Rio espera ampliar os efeitos da vacinação na cidade, cujos indicadores tiveram uma redução acentuada nas últimas semanas, com a imunização até o fim da próxima semana das pessoas de 40 anos ou mais, de acordo com o cronograma divulgado na quinta-feira. Atualmente, pessoas de 40 a 59 anos correspondem à maior parte das internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG), provocada pelo coronavírus, na rede de saúde do Rio, o que as torna um público-chave para o sucesso da campanha de imunização do município.

— Importante a gente olhar agora para a nova fase da vacinação, porque vamos vacinar agora o grupo que mais interna nos hospitais, de 40 a 59 anos, que corresponde a 45% das internações no Rio. Vacinar essa faixa etária é fundamental. Acho que vai ser o próximo passo para reduzir ainda mais o número de pessoas internadas — afirmou.

Na divulgação do 26º boletim epidemiológico do Rio, nesta sexta-feira, a SMS salientou que 94% das pessoas de 50 a 59 anos já tomaram pelo menos a primeira dose da vacina.

— Havia uma hipótese de que as pessoas não estariam se vacinando, procurando o posto. Isso não é verdade. Conforme as idades vão passando, a gente vai completando, sim, as faixas etárias, vacinando mais de 90% de cada faixa etária — disse Soranz, que ressaltou a importância do estímulo à vacinação no público de 40 a 49 anos.

Um efeito da vacinação é o declínio nos registros de internação na população mais idosa, contemplada nas fases iniciais da campanha. Em maio, pela primeira vez desde o início da pandemia, pessoas com 60 anos ou mais representaram menos da metade das internações por Covid-19 na cidade. Se naquele mês essa faixa etária correspondeu a 39,4% das pessoas internadas na rede municipal, em junho ela representou 36,2%. De um mês a outro, a maior queda foi entre pessoas de 60 a 69 anos, convocadas aos postos mais recentemente, em abril. Esse público representou 17,9% das internações na cidade em maio e 12,7% em junho.

De maio a junho, por causa da vacinação, os óbitos por Covid-19 tiveram uma queda de 44%. Há três semanas, nenhum paciente da rede pública de Saúde precisa aguardar por um leito por mais de 24 horas. Nos últimos sete dias, o número de pacientes internados em hospitais públicos e privados teve uma queda de 27,5% — no dia 27 de junho, o total era de 1002 pessoas; ontem, era de 726.

— Esses são os efeitos da vacina. Ontem (quinta-feira), por exemplo, tivemos somente 18 internações no Rio de Janeiro. O número de internações vem caindo de uma maneira bastante expressiva. Também a taxa de ocupação dos hospitais, obviamente por consequência das não internações, vem caindo. O tempo de espera por um leito já não existe mais há quase um mês. A redução dos óbitos também, mais tardiamente, começa a aparecer. Esperávamos um inverno muito duro, com muito mais internações e óbitos. Quatro vezes mais do que a gente tem agora. E os efeitos da vacina são claros, e a gente começa a ver uma redução muito expressiva no número de casos, mesmo estando no mês mais perigoso para a gripe, um período de maior sazonalidade — disse Soranz.

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