Vacinação: Paes diz que imunização contra a Covid-19 pode começar no dia 25 no Rio

Luiz Ernesto Magalhães e Carolina Callegari
·2 minuto de leitura
Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse nesta sexta-feira, dia 8, que a vacinação no Rio de Janeiro pode começar no dia 25 — mesma data que o governador de São Paulo, João Doria, previu para iniciar a campanha de imunização em todo o estado vizinho. Embora Paes afirme que a intenção é de seguir o Plano Nacional de Imunizações, a prefeitura poderia se antecipar caso a campanha do Ministério da Saúde sofra atraso. Ainda durante a transição, Paes fechou um acordo para a aquisição de 3,3 milhões de doses da CoronaVac, desenvolvida em parceria entre o Butantan e o laboratório chinês Sinovac.

— Estamos prontos para começar a vacinação no mesmo dia de São Paulo. Mas estamos diante de muitas dúvidas. Ao mesmo tempo, a gente entende que o Plano Nacional de Imunização vai se utilizar da vacina do Butantan. É uma grande notícia, de maturidade. Estamos prontos para isso. Estamos prontos para começar a vacinação no dia 25 também. Hoje o secretário Daniel Soranz terá mais uma reunião com o Butantan em São Paulo para acertar mais detalhes — disse Paes.

Ainda não está claro, porém, como o Rio poderia antecipar a vacinação. Isso porque na apresentação do programa de vacinação na quinta-feira, dia 7, o Ministério da Saúde estava requisitando todas as doses da vacina.

O Instituto Butantan (IB) solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta sexta-feira, a autorização emergencial de uso da vacina CoronaVac contra a Covid-19. O prazo estimado pela agência para avaliação do pedido é de até dez dias.

Em nota, a Anvisa afirmou que já iniciou a triagem dos documentos enviados pelo IB ao órgão. Segundo a agência, a primeira etapa da análise, que ocorre nas 24 horas iniciais, servirá para checar se as informações apresentadas atendem aos requisitos da solicitação emergencial.

Nesta quinta-feira (7), o Butantan apresentou à Anvisa os dados sobre vacina. Segundo as informações, a CoronaVac tem eficácia de 78% nos estudos no Brasil. O IB, no entanto, não apresentou informações sobre a eficácia global do imunizante. A vacina desenvolvida pelo Butantan e pela chinesa Sinovac Biotech é o primeiro imunizante a pedir autorização emergencial de uso para a agência.