Vacina contra a Covid-19: Anvisa aprova testes da ButanVac em humanos

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta quarta-feira a realização da primeira e da segunda fase do estudo clínico da ButanVac, vacina em desenvolvimento pelo Instituto Butantan. Essa será a primeira vez que o imunizante será testado em humanos. 

As duas fases se dividem nas etapas A, B e C. Neste primeiro momento, 400 voluntários participarão do estudo, que deve chegar a 6 mil voluntários, com mais de 18 anos, em todo o país. Com intervalo de 28 dias, o imunizante é administrado em duas doses. 

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Segundo a agência, porém, antes de iniciar a vacinação dos voluntários o Butantan ainda apresentará algumas informações complementares sobre os testes em andamento.

"Logo em seguida, o Butantan deve iniciar a aplicação experimental da Butanvac", informa.

O aval concedido pela agência se refere às fases 1 e 2 dos testes clínicos da vacina, quando o imunizante começa a ser aplicado em humanos. Até o momento, a Butanvac foi testada apenas em animais e no laboratório, nos chamados testes pré-clínicos.

A vacina será aplicada com duas doses, com um intervalo de 28 dias entre a primeira e a segunda dose. O estudo deve ser realizado no Hospital das Clínicas (FMUSP) e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

Butantan iniciou produção da ButanVac há um mês

No dia 28 de abril, o Instituto Butantan começou a produção da vacina ButanVac, chamada de "primeira vacina brasileira contra a covid-19". Criada por um consórcio de países, o imunizante não precisaria de insumos importados para ser produzida.

A ButanVac será feita na fábrica da gripe, pois usa a mesma tecnologia. O Butantan já recebeu 250 mil ovos, tecnologia necessária para fazer o imunizante. Inicialmente, devem ser produzidas 18 milhões de doses da vacina.

Segundo o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o Butantan deve produzir um total de 40 milhões de doses da vacina no segundo semestre, no mínimo. O tucano afirmou que, quanto antes a Anvisa libere o uso da vacina, mais doses poderão ser produzidas.

Doria ainda pediu que a Anvisa não freie a aprovação dos testes clínicos com "burocracia" e se baseie unicamente na ciência. De acordo com o governador, tão logo os estudos sejam permitidos, há contingente para inicia-los - o mesmo vale para a vacinação com a ButanVac.

"Já a partir da próxima semana, a fábrica da vacina da gripe (...) está liberada para iniciar a produção da ButanVac", lembrou. A tecnologia da ButanVac é a mesma usada na vacina contra a gripe, o que facilita a produção do imunizante. A fabricação da vacina não impacta a produção da CoronaVac, também do Instituto Butantan.

com informações da agência O Globo

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