Vacina contra covid-19 deve seguir estratégia de imunização da gripe

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Vacina da AstraZeneca está sendo testeda no Brasil.

BRASÍLIA— O Ministério da Saúde usará a mesma estratégia de vacinação da gripe para imunizar a população contra a covid-19. Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, secretários da pasta afirmaram que "no mundo ideal" todos seriam vacinados. De acordo com a pasta, a maneira como será ministrada a vacina será definida a partir da comprovação de sua eficácia.

— Estamos falando de uma doença que afetou o mundo inteiro. Existe diferença entre o mundo ideal e o real. Temos 7 bilhões de pessoas no mundo e o ideal seria que vacinássemos o mundo inteiro. Infelizmente não temos essa possibilidade. No Brasil, a estratégia que usamos é a da Influenza, uma estratégia em que a gente vai fazer uma cobertura vacinal para Influenza — afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, complementando:

— Uma das grandes vantagens é que Biomanguinhos vai produzir a vacina, não serão apenas 100 milhões de doses. Serão (100 milhões de doses) no primeiro momento, mas nós continuaremos a produzir a vacina no Brasil. E existe a possibilidade concreta de que a população brasileira possa ser efetivamente vacinada.

De acordo com o diretor do Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis, Eduardo Macário, os detalhes de como a vacina será distribuída serão definidos após a comprovação de sua eficácia.

— A gente está bastante ansioso em relação aos resultados desses estudos de fase três, porque vai ser a partir deles que vamos poder direcionar as medidas mais adequadas. Qual o público- alvo mais adequado, qual a estratégia, se vai ser necessário uma dose ou duas, se a imunidade é permanente, se ela serve para prevenir ocorrência de casos graves. Estamos num acompanhamento muito grande de todos esses estudos de fase três para que a partir das evidências, da aprovação da vacina, possamos lançar o programa sendo o mais efetivo possível — explicou.

O primeiro lote de 15 milhões de vacinas contra o novo coronavírus produzido pela farmacêutica britânica AstraZeneca e com previsão de chegar ao Brasil em dezembro será liberado a partir de janeiro de 2021. Mas isso não quer dizer necessariamente que a vacina, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford (Reino Unido), começará a ser aplicada nos postos de saúde imediatamente.

As informações foram dadas por integrantes da Fiocruz e do ministério em audiência realizada nesta quarta-feira pela comissão da Câmara dos Deputados que acompanha as ações de combate à pandemia.

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