Vacina contra Covid para bebês com comorbidade tem baixa procura no 1º dia em SP

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 09.11.2022 - Enfermeira prepara vacinação contra a Covid-19 na UBS Nossa Senhora do Brasil, na Bela Vista, em São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 09.11.2022 - Enfermeira prepara vacinação contra a Covid-19 na UBS Nossa Senhora do Brasil, na Bela Vista, em São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A vacinação de crianças de seis meses a menores de 3 anos com comorbidades ou indígenas contra a Covid-19 começou com baixa procura em UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da capital paulista nesta quinta-feira (17).

A Secretaria Municipal de Saúde informou que ainda é cedo para falar em baixa adesão e deve divulgar um balanço no final do dia.

O imunizante aprovado para esse público é a Pfizer Baby, que pode ser aplicada concomitantemente com as demais vacinas do calendário nacional. Seu esquema vacinal é de três doses.

O início da vacinação das crianças com comorbidades --que incluem imunossuprimidos e aqueles com deficiência permanente-- acontece em meio ao aumento no número de casos e internações pela doença no Brasil. As UBSs tiveram alta na procura por pessoas que estavam com as doses de reforço em atraso, no início de novembro.

São consideradas imunossuprimidas as crianças com imunodeficiência primária grave, em quimioterapia e transplantadas, por exemplo.

A reportagem esteve em três unidades de saúde pela manhã e no começo da tarde, e o cenário era o mesmo: não havia pais ou responsáveis com crianças desse grupo em busca de imunização contra a Covid-19.

Na UBS Cambuci, na região central, até por volta das 11h, nenhuma criança do público-alvo tinha sido imunizada.

Por outro lado, a fila da xepa, forma de aproveitar os frascos de imunizante que até o fim do dia não são totalmente usados nas UBSs, liberando a aplicação em crianças sem comorbidades, já contava com 16 cadastros.

A unidade é bastante movimentada, dizem os funcionários, por isso, a baixa procura inicial causou estranhamento.

Na UBS Mooca, na zona leste, a situação era a mesmo. Não havia crianças com comorbidades, acompanhadas pelos responsáveis, em busca do imunizante.

Sob anonimato, uma servidora afirmou à reportagem que a baixa procura já era esperada e ocorre no começo sempre que liberam vacinas só para pessoas com comorbidades. O mesmo argumento foi usado por uma funcionária da UBS Humaitá, na Bela Vista (centro), que registrava "procura baixíssima", segundo a servidora, até o início da tarde.

De acordo com informações de um grupo do setor de vacinas, em um aplicativo de mensagens que reúne as nove UBSs da região central, a procura pelo imunizante foi bem baixa até o início da tarde dessa quinta. Contudo, não revelaram quantas crianças foram vacinadas.

A Secretaria Municipal de Saúde, por sua vez, afirmou que não é possível avaliar o nível de procura pelo imunizante com base nessas unidades percorridas, já que a capital paulista tem 470 unidades.

Somente no final do dia será divulgado um balanço do primeiro dia da vacinação desse público específico.