Vacina da AstraZeneca em gestantes: O que diz a OMS?

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MARICA, BRAZIL - APRIL 27: A nurse fills a syringe from a vial containing AstraZeneca vaccine during vaccination day for health workers at health center Posto Central on April 27, 2021 in Maricá, Brazil. While Brazil surpasses 400,000 dead since the beginning of the pandemic, the small seaside town of Maricá seems to be implementing a successful strategy to contain the virus. Apart from the doses provided by the federal government of Bolsonaro, the socialist-ruled town of Maricá and surrounding counties announced they joined forces to buy 500,000 shots of Sputnik V vaccine from Russia. With revenues from the oil industry, Maricá had invested in social programs, health care, education and a universal basic income which allowed its 162,000 inhabitants to stay afloat and fight the pandemic. . Maricá, a dormitory city located at 60 km away from Rio de Janeiro, has also developed its own virtual currency called mumbucas and bought its own refrigerators to storage vaccines at required temperature.
 (Photo by Buda Mendes/Getty Images)
Brasil está aplicando vacinas Oxford/AstraZeneca, mas Anvisa não recomenda administração do imunizante em gestantes (Foto: Buda Mendes/Getty Images)
  • OMS se pronuncia sobre o uso do imunizante Oxford/AstraZeneca em mulheres grávidas e pede que grávidas avaliem os riscos da vacinação e da exposição ao vírus

  • Gestantes correm mais riscos de sofrer efeitos colaterais da vacina e de desenvolver quadros mais graves de Covid-19

  • No Brasil, os estados de RJ e SP suspenderam a vacinação de gestantes com o imunizante

A Organização Mundial da Saúde (OMS) se pronunciou sobre a segurança da vacinação de mulheres grávidas com o imunizante Oxford/AstraZeneca. A entidade afirmou que gestantes devem se vacinar “somente se os benefícios da vacinação para a mulher grávida superarem os riscos potenciais”.

Na última segunda-feira (10), a Anvisa recomendou a suspenção da vacinação de gestantes com a vacina, após uma gestante falecer no Rio de Janeiro. Os estados de Rio de Janeiro e São Paulo suspenderam a vacinação de grávidas até novas recomendações do Ministério da Saúde. Em SP, a vacinação começaria nessa terça-feira (11), mas foi suspensa por insuficiência de doses de Coronavac e Pfizer para vacinar todo o grupo. No entanto, puérperas ainda podem se vacinar. 

A OMS não possui uma recomendação final sobre o uso do imunizante em mulheres grávidas, mas indica que as gestantes busquem informação sobre os riscos do coronavírus e avaliem a necessidade junto a seu médico. 

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“Para ajudar as mulheres grávidas a fazer esta avaliação, elas devem receber informações sobre os riscos da covid-19 na gravidez (incluindo, por exemplo, que algumas mulheres grávidas correm maior risco de infecção, ou têm comorbidades que aumentam o risco de doenças graves), os benefícios prováveis da vacinação no contexto epidemiológico atual e as limitações atuais dos dados de segurança em mulheres grávidas”, declarou a instituição.

Os perigos da vacinação em mulheres grávidas estão, de acordo com a OMS, relacionados ao aumento de risco de trombose, entre outros efeitos colaterais. "É importante notar que, em comparação com mulheres não grávidas, a gravidez está associada a maiores taxas de trombose, trombocitopenia e hemorragia; entretanto, atualmente não se sabe se a gravidez está associada a um maior risco", explica.

Outro risco associado à covid-19 em mulheres gestantes é o nascimento prematuro. "A covid-19 na gravidez também tem sido associada a um risco maior de nascimento prematuro e de recém-nascidos que necessitam de cuidados intensivos neonatais. Mulheres grávidas com 35 anos de idade ou mais, ou com alto índice de massa corporal, ou uma comorbidade existente, como diabetes ou hipertensão arterial, correm um risco particular de desenvolver doenças graves com a covid-19". 

Mulheres grávidas têm mais chances de desenvolverem formas mais graves da doença ao se contaminarem com covid-19. A OMS garante que irá disponibilizar maiores informações sobre a vacinação do grupo conforme os dados fiquem disponíveis. 

"Embora os dados disponíveis sobre a vacinação de mulheres grávidas sejam insuficientes para avaliar a eficácia da vacina ou os riscos associados à vacina na gravidez, estão planejados estudos em mulheres grávidas nos próximos meses", garante.

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