Vacina da AstraZeneca tem eficácia de 64% contra variante Delta, diz farmacêutica

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RIO DE JANEIRO, BRAZIL - MAY 24: A public health worker displays a vial of the AstraZeneca vaccine at a COVID-19 vaccination clinic at Museu da Republica (Museum of the Republic) on May 24, 2021 in Rio de Janeiro, Brazil. COVID-19 has claimed more than 1 million lives in Latin America and the Caribbean, with nearly half of those deaths in Brazil. Only three percent of the population of Latin America has been fully vaccinated against COVID-19. Health experts are warning that Brazil should brace for a new surge of COVID-19 amid a slow vaccine rollout and relaxed restrictions. The state of Sao Paulo has registered more than 3 million cases of COVID-19 and more than 100,000 deaths. Nearly 450,000 people have died in Brazil by COVID-19, second only to the U.S. (Photo by Mario Tama/Getty Images)
Em relação à variante Delta, vacina Oxford/AstraZeneca reduz possibilidade de hospitalização em 92% (Foto: Mario Tama/Getty Images)
  • Vacina Oxford/AstraZeneca tem eficácia de 64% contra a variante Delta, originada na Índia

  • Em relação às internações, imunizante reduz 92% da possibilidade de hospitalização

  • Contra variante Alfa, com origem no Reino Unido, eficácia de é de 74%

A vacina da AstraZeneca contra a covid-19, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, tem eficácia de 64% contra a variante Delta, identificada na Índia. O anúncio foi feito pela farmacêutica nesta terça-feira (15).

Em relação à variante Alfa, que teve origem no Reino Unido, a eficácia é ainda maior, de 74%.

Ao tratar da eficácia contra hospitalizações, os índices são ainda maiores: contra a variante Delta, a chance de a pessoa contaminada ter de ser internada diminui 92%; contra a variante Alfa, esse índice é de 86%.

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Os dados são do sistema Público de Saúde da Inglaterra e foram extraídos dos casos identificados no país. Mene Pangalos, vice-presidente executiva da empresa explicou a importância de ter informações extraídas do “mundo real”.

“Essas evidências do mundo real mostram que a vacina AstraZeneca contra a covid-19 dá altos níveis de proteção contra a variante Delta, que é uma área de preocupação por causa da alta transmissibilidade”, afirmou.

A análise foi feita com base em 14.019 casos da variante Delta, entre os quais 166 tiveram de ser hospitalizados. Os dados foram compilados entre 12 de abril e 4 de junho, baseado no atendimento emergencial de hospitais na Inglaterra.

Oxford e AstraZeneca: tudo que você precisa saber sobre a vacina da Fiocruz

Testada e fabricada em solo brasileiro, a vacina criada por cientistas do Instituto Jenner, da Universidade de Oxford, e produzida em parceria com a farmacêutica AstraZeneca é uma das apostas mundiais para enfrentar a pandemia de Covid-19.

A gigante sueco-britânica firmou acordo com a Fundação Oswaldo Cruz para a produção nacional do imunizante, que é utilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Programa Nacional de Imunizações (PNI). Também conhecido como AZD1222, a vacina da Oxford já garantiu o registro definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O que é a vacina de Oxford/AstraZeneca?

A AZD1222, como é chamada a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, é um dos imunizantes criados para combater a pandemia de Covid-19.

Em 30 de dezembro de 2020, exatamente um ano depois que o surto do novo coronavírus foi reconhecido na China, o Reino Unido se tornou a primeira nação a aprovar o uso emergencial da Oxford/AstraZeneca.

O processo de desenvolvimento da Oxford/AstraZeneca contou com estruturas e expertise de laboratórios brasileiros. Testes da vacina foram realizados em:

  • São Paulo, por clínicas sob coordenação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); e

  • Rio de Janeiro, conduzidos pela Rede D'Or;

Em outra frente, da parceria entre a AstraZeneca e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foi acordada a transferência de tecnologia para a produção nacional do imunizante.

Segundo a Vaccine Tracker, iniciativa de infectologistas da Universidade de McGill, do Canadá, que tem acompanhado o desenvolvimento dos imunizantes contra a Covid-19, a Oxford/AstraZeneca é atualmente a vacina que obteve o maior número de aprovações no mundo, com o aval de uso (emergencial ou definitivo) em 83 países, além da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Força-tarefa para Regulação de Vacinas da África (ART).

As primeiras etapas do plano de contenção da pandemia no Brasil, encabeçado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e promovido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), começou no final de janeiro de 2021 e aposta quase que exclusivamente no uso da Oxford/AstraZeneca e da CoronaVac, vacina criada pela farmacêutica chinesa Sinovac.

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