Vacina da AstraZeneca inicia testes de fase 3, agora nos EUA

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A corrida em busca de uma vacina contra a COVID-19 continua a todo vapor, e na última segunda-feira (31), a farmacêutica britânica AstraZeneca anunciou o início dos testes de Fase 3, desta vez nos Estados Unidos, tornando-se a terceira empresa a iniciar os testes de estágio final, atrás da Moderna e de Pfizer e BioNTec. A vacina da AstraZeneca está sendo desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford.

A farmacêutica está recrutando até 30 mil voluntários com mais de 18 anos que sejam saudáveis ​​ou que estão em maior risco de infecção por SARS-CoV-2. Os participantes receberão duas doses ativas ou de placebo, com intervalo de quatro semanas.

Atualmente, os testes de Fase 3 da vacina da AstraZeneca já estão em andamento na Grã-Bretanha, Brasil e África do Sul. Os testes também estão planejados para o Japão e a Rússia. Mas ao fazer o anúncio, a AstraZenca também afirmou que pretende inscrever mais de 50 mil voluntários em todo o mundo, incluindo 30 mil nos Estados Unidos, bem como participantes na América Latina, Ásia, Europa e África.

A vacina, chamada pelo nome experimental AZD1222, combina uma versão enfraquecida de um vírus do resfriado comum que infecta chimpanzés e uma proteína do vírus que faz com que a COVID-19 induza uma resposta imune. Ela foi criada pela Universidade de Oxford antes de ser licenciada para a AstraZeneca para desenvolvimento posterior.

Vacina da AstraZeneca inicia testes de fase três (Imagem: Retha Ferguson/Pexels)
Vacina da AstraZeneca inicia testes de fase três (Imagem: Retha Ferguson/Pexels)

A AstraZeneca disse que trabalhará com governos e outras organizações para produzir bilhões de doses e criar acesso amplo à vacina, assim que for autorizada. "Anúncios recentes de fornecimento com Rússia, Coreia do Sul, Japão, China, América Latina e Brasil elevam a capacidade de fornecimento global para três bilhões de doses da vacina", disse em um comunicado.

Vale lembrar também que a farmacêutica em questão começou os testes em humanos de um coquetel à base de anticorpos sintéticos para agir tanto na prevenção quanto no tratamento da infecção. O estudo com o coquetel avalia se o AZD7442, que é uma combinação de dois anticorpos monoclonais (mAbs), é seguro e tolerável em até 48 participantes saudáveis, com idades ​​entre 18 e 55 anos. Se a pesquisa inicial com humanos no país de origem mostrar a segurança da fórmula, a AstraZeneca prosseguirá com os estudos clínicos.

Fonte: Canaltech

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