Vacina da gripe não é eficaz contra o coronavírus

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Começa hoje a Campanha Nacional da Vacinação contra a Gripe, que pretende imunizar cerca de 67,6 milhões de pessoas em todo o país. A imunização não é eficaz contra o coronavírus, para o qual não há tratamento. No entanto, a vacina pode auxiliar os profissionais de saúde a excluir o diagnóstico para o novo patógeno, já que os sintomas são parecidos.

A campanha, chamada de “Movimento Vacina Brasil contra a Gripe 2020”, custou R$ 1 bilhão ao Ministério da Saúde, que enviou 15 milhões de doses ao estado até a semana passada — até o fim do mês, mais quatro milhões serão distribuídas. Ao todo, serão fabricadas 75 milhões de doses. O programa será encerrado no dia 22 de maio.

Inicialmente prevista para abril, a iniciativa foi antecipada para atender ao público mais vulnerável à gripe. A partir de hoje, a imunização está disponível para idosos com mais de 60 anos, que correspondem a 20,8 milhões de pessoas no país, e profissionais de saúde. Mesmo quem se vacinou em 2019 deve voltar aos postos de saúde para a nova dose.

A segunda etapa, que começará em 16 de abril, será dedicada à vacinação de doentes crônicos, professores das redes pública e privada e profissionais das forças de segurança e salvamento. A terceira e última fase, em 9 de maio, priorizará crianças de 6 meses a 6 anos, pessoas com 55 a 59 anos, gestantes, mães no pós-parto, pessoas com deficiência, indígenas, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas e presidiários.

A meta do governo é vacinar 90% das pessoas de cada grupo. Em alguns, no ano passado, a adesão não correspondeu às expectativas, ficando em 70%. O dia “D” de mobilização nacional para a vacinação será sábado, 9 de maio, quando os 41 mil postos de saúde ficarão abertos para atender os grupos prioritários.