Vacina da Sinovac tem 98% de eficácia e pode ser aplicada ainda em 2020, diz Doria

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A doctor shows the box of a COVID-19 vaccine produced by Chinese company Sinovac Biotech at the Sao Lucas Hospital, in Porto Alegre, southern Brazil on August 08, 2020. - The vaccine trial is being carried out in Brazil in partnership with Brazilian Research Institute Butanta. (Photo by SILVIO AVILA / AFP) (Photo by SILVIO AVILA/AFP via Getty Images)
Testes, segundo o governador, demonstraram eficácia de 98% em idosos. (Foto: SILVIO AVILA/AFP via Getty Images)

Os resultados dos testes clínicos em estágio avançado da potencial vacina da chinesa Sinovac contra o novo coronavírus têm sido "extremamente positivos", disse nesta quarta-feira o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), acrescentando que, até o momento, os ensaios não apontaram qualquer reação adversa nos voluntários que foram inoculados.

"A Coronavac está passando por todos os processos de segurança, com acompanhamento científico de um grupo de trabalho além dos cientistas do Butantan. Até agora, os resultados têm sido extremamente positivos", disse Doria em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Doria disse ainda que os testes da potencial vacina da Sinovac, cujo ensaio clínico com 9 mil voluntários no Brasil está sendo liderado pelo Instituto Butantan, vinculado ao governo paulista, apontaram resposta imunológica de 98% em idosos.

Ele disse ainda que, até o momento, os testes em Fase 3, a última antes do pedido de registro, não apontaram qualquer reação adversa nos voluntários. Segundo Doria, a perspectiva é de que a vacina esteja disponível para a população brasileira em dezembro.

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O governador também lamentou na entrevista a interrupção temporária dos testes com a potencial vacina desenvolvida pela AstraZeneca com a Universidade de Oxford por causa do surgimento de reações adversas em um dos pacientes.

Na mesma entrevista coletiva, o presidente do Butantan, Dimas Covas, afirmou que a vacina chinesa que vem sendo testada pela instituição tem uma tecnologia diferente da candidata a imunizante da AstraZeneca, e reiterou que os testes com a potencial vacina da Sinovac estão caminhando bem e são promissores.

"Nosso estudo clínico é uma vacina diferente, e ele está evoluindo muito rapidamente... A partir do dia 15 de outubro, nós podemos ter a análise da eficácia. Tem um organismo internacional que controla o estudo, ele que vê, pelos dados dos voluntários, e vai concluir se há ou não demonstração de eficácia", afirmou.

"Havendo demonstração de eficácia, a vacina poderá ser registrada na Anvisa e na sequência disponibilizada ao Ministério da Saúde. Em dezembro, o Butantan terá 46 milhões de doses disponíveis para o nosso Ministério da Saúde. O Ministério da Saúde poderá iniciar seu programa de imunização."

Doria afirmou que, caso o Butantan receba recursos do governo federal por meio do Ministério da Saúde, poderá aumentar as importações da vacina chinesa e acelerar os trabalhos para futura produção local do imunizante.

O governo federal, por meio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), fez um acordo com a AstraZeneca para receber doses da potencial vacina feita em parceria com a Universidade de Oxford, assim como liberou recursos para a futura produção local.

por Eduardo Simões, da Reuters

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