Vacina de Oxford: quanto cada dose custará ao governo federal?

Redação Notícias
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(AP Photo/Scott Heppell)
(AP Photo/Scott Heppell)

A vacina de Oxford é a vacina contra o coronavírus produzida em parceria entre a Universidade de Oxford e a anglo-sueca AstraZeneca. Ela foi aprovada pela Anvisa em reunião que aconteceu no dia 17 de janeiro e poderá ser usada de modo emergencial no Brasil. Nesse texto você vai entender quanto cada dose custou para o governo federal.

Vacina de Oxford: quanto cada dose custará ao governo federal?

Com a produção da vacina pela Fundação Oswaldo Cruz, cada dose deverá custar U$S 3,75 (cerca de R$ 20) ao governo federal.

O que é a vacina de Oxford?

A vacina de Oxford é um imunizante contra a Covid-19 produzido pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca que funciona com uma tecnologia conhecida como vetor viral recombinante. Isso quer dizer que sua produção acontece a partir da versão enfraquecida de um adenovírus que causa resfriado em chimpanzés, mas não tem efeito em seres humanos.

Do imunizante que é criado, os produtores da vacina de Oxford adicionaram material genético usado na proteína conhecida como “spike” do Sars-Cov-2. É essa que ele usa para invadir as células, o que induz os anticorpos.

Qual foi a eficácia da vacina de Oxford? O que isso significa?

A vacina de Oxford apresentou uma eficácia média de 70,4%, chegando a até 90% de eficácia no grupo que tomou a dose menor. Os dados foram publicados na "The Lancet", em dezembro

O índice mínimo recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para aprovação é 50%. A taxa de eficácia representa a proporção de redução de casos entre o grupo vacinado comparado com o grupo não vacinado.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores da vacina de Oxford analisaram os dados de 11.636 pessoas vacinadas. Dessas, 8.895 receberam as duas doses completas, e 2.741 receberam a meia dose seguida de uma dose completa. Aproximadamente 88% dos voluntários analisados, 10.218 deles, tinha entre 18 a 55 anos de idade.

No estudo publicado, no entanto, a eficácia da vacina nos participantes acima de 56 anos não foi avaliada.

Nos ensaios, metade dos participantes do teste recebeu a vacina contra a Covid-19 e a outra metade recebeu um placebo. O estudo foi projetado para avaliar uma única dose da vacina, mas, após revisão dos dados de fases 1 e 2 no Reino Unido, outra dose foi adicionada ao protocolo de teste.

Vacina de Oxford: quantas doses serão produzidas para o Brasil?

Em entrevista coletiva no dia 7 de janeiro, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que prevê mais de 250 milhões de doses da vacina de Oxford para o Brasil.

Segundo as contas do ministro, serão produzidas 100,4 milhões de doses pela Fiocruz até julho, com a produção da função chegando a mais 110 milhões de doses entre agosto e dezembro.

Para fechar os números, o ministro ainda fala de 42,4 milhões de doses recebidas por meio do consórcio Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Quais países aplicarão a vacina de Oxford?

O Reino Unido já começou a imunização com a vacina Oxford/AstraZeneca em 4 de janeiro. O país foi o primeiro do mundo a aprovar o imunizante.

Além do Reino Unido, Índia, Argentina e México liberaram o uso em caráter emergencial da vacina da Oxford, mas ainda não começaram seus processos de imunização da população.

Vacina de Oxford: quantas doses são necessárias para ficar protegido?

A vacina de Oxford será aplicada em duas doses. Segundo especialistas do Reino Unido, o imunizante chega a 70% de eficácia com 21 dias após a primeira dose. Quando aplicada a segunda dose, 12 semanas após a primeira, essa eficiência pode chegar a 100% de acordo com a farmacêutica AstraZeneca.