Vacina escorre no braço e mulher teme não ter sido imunizada em Curitiba

·2 minuto de leitura
A health worker prepares a syringe with a dose of the Moderna COVID-19 vaccine at the Saint Damien Hospital in Port-au-Prince, Haiti July 19, 2021. REUTERS/Ricardo Arduengo
Segundo o Plano Nacional de Imunizações (PNI), extravasamentos de até três gotas não comprometem a imunização. Silvana argumentou ao jornal, porém, que não é possível precisar o volume vazado (Foto: REUTERS/Ricardo Arduengo)
  • Vacina escorre no braço e mulher teme não ter sido imunizada em Curitiba

  • A diarista Silvana Ferraz, 49 anos, contou ainda que a aplicadora da vacina também percebeu que o líquido havia escorrido

  • Segundo o Plano Nacional de Imunizações (PNI), extravasamentos de até três gotas não comprometem a imunização

A diarista Silvana Ferraz, de 49 anos, teme não ter sido imunizada corretamente contra a Covid-19. Durante a aplicação, segundo ela, parte da dose da vacina escorreu no seu braço em um posto de saúde de Curitiba (PR).

Ao portal UOL, Silvana contou ainda que a aplicadora da vacina também percebeu que o líquido havia escorrido do braço da diarista.

Leia também

"Quando [a aplicadora] tirou a agulha, eu percebi escorrendo e ela disse que escorreu um pouquinho mesmo. Eu disse que nunca vi isso, de vacina escorrer. Depois, notei que não estava certo, porque a dose já é pequena", afirmou.

Ela relatou que, no mesmo dia em que foi vacinada, retornou ao posto para questionar o procedimento. Segundo Silvana, uma enfermeira a orientou a buscar a prefeitura de Curitiba para fazer um teste de anticorpos e, caso necessário, tomar uma nova dose.

O procedimento identifica a presença de anticorpos contra o coronavírus após infecção natural ou vacinação. 

Segundo a prefeitura de Curitiba, no entanto, não é recomendável fazer testes de anticorpos para saber se a vacina foi realmente aplicada, porque eles "não são capazes de avaliar corretamente a resposta imunológica e verificar se houve imunização".

Segundo o UOL, Silvana abriu dois protocolos de atendimento no Disque 156, central de atendimento do município. O primeiro é de 26 de junho, data da aplicação da vacina, e o segundo, do dia 13 deste mês. Os dois, porém, ficaram sem respostas.

A prefeitura nega que tenha havido falha na imunização e argumenta que pequenos vazamentos são previstos (Foto: Arquivo pessoal)
A prefeitura nega que tenha havido falha na imunização e argumenta que pequenos vazamentos são previstos (Foto: Arquivo pessoal)

Prefeitura nega falha de vacinação

A prefeitura nega que tenha havido falha na imunização e argumenta que pequenos vazamentos são previstos. 

Segundo o Plano Nacional de Imunizações (PNI), extravasamentos de até três gotas não comprometem a imunização. Silvana argumentou ao jornal, porém, que não é possível precisar o volume vazado.

Em nota, a administração do município disse que o extravasamento relatado por Silvana foi do líquido que fica no "canhão da seringa ou do interior da agulha" e que tal volume está dentro do previsto pelo PNI.

Qualquer vazamento é um erro, segundo PNI

O PNI avalia que qualquer vazamento é um erro, mas caso seja de até três gotas não compromete a imunização. O plano também afirma que as doses têm "um excesso de antígeno como margem de erro". Vazamentos que excederem três gotas devem ser avaliados "caso a caso" para que a dose seja reaplicada.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos