Vacina russa Sputnik V chega à Cisjordânia

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(Arquivo) Frasco da vacina russa Sputinik V contra a covid-19

A Autoridade Palestina recebeu, nesta quinta-feira (4), 10.000 doses da vacina russa Sputnik V na Cisjordânia, enquanto o Hamas, na Faixa de Gaza, anunciou um relaxamento das medidas sanitárias impostas após um aumento de casos da covid-19.

A Autoridade Palestina de Mahmoud Abbas, que tem sede em Ramallah, na Cisjordânia ocupada, começou na terça-feira a vacinar seu pessoal médico depois de receber as primeiras doses de Israel, que prometeu 5.000 doses das milhões que recebeu para vacinar sua população.

E nesta quinta, após dias de rumores, 10.000 doses da vacina russa Sputnik V chegaram ao aeroporto Ben Gurion em Tel Aviv, Israel, e foram imediatamente transferidas para a Cisjordânia, informaram as autoridades.

Em nota, o Ministério da Saúde local "agradeceu" à Rússia pelas doses, que permitirão vacinar "5.000 cidadãos palestinos" à espera das quase dois milhões de doses encomendadas pelas autoridades locais a vários laboratórios e as planejadas no âmbito do programa Covax para ajudar os países e regiões mais pobres.

O Ministério da Saúde registrou oficialmente cerca de 109.000 infecções, incluindo 1.337 mortes, na Cisjordânia ocupada, onde vivem 2,8 milhões de palestinos.

Em Gaza, o movimento islamita Hamas contabilizou 52.000 pacientes, dos quais 527 morreram.

Nesta quinta-feira, o Ministério do Interior de Gaza anunciou um relaxamento das medidas de confinamento impostas no final de dezembro, após um aumento repentino no número de casos neste território sob bloqueio israelense.

"O toque de recolher noturno foi suspenso, assim como as restrições para ir ao exterior na sexta e no sábado", disse o ministério em um comunicado, pedindo aos moradores de Gaza que "continuem a respeitar as medidas de proteção pessoal", como máscaras e distanciamento.

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