Vacina Sputnik é simples e confiável como um fuzil AK-47, diz Putin

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***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 25.01.2021 - Instalações da fábrica da União Química, em Brasília (DF), laboratório brasileiro que fechou acordo com o governo russo para produção da vacina contra a Covid-19, Sputnik V. O laboratório ainda aguarda a autorização da Anvisa para a produção da vacina, que também ainda não tem um acordo de compra com o governo federal para integrar o plano nacional de imunização. A fábrica da União Química que produzirá o imunizante fica no Polo JK, uma zona industrial na região administrativa de Santa Maria, no DF. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 25.01.2021 - Instalações da fábrica da União Química, em Brasília (DF), laboratório brasileiro que fechou acordo com o governo russo para produção da vacina contra a Covid-19, Sputnik V. O laboratório ainda aguarda a autorização da Anvisa para a produção da vacina, que também ainda não tem um acordo de compra com o governo federal para integrar o plano nacional de imunização. A fábrica da União Química que produzirá o imunizante fica no Polo JK, uma zona industrial na região administrativa de Santa Maria, no DF. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em meio a atual guerra das vacinas, o presidente Vladimir Putin recorreu a um antigo símbolo soviético nesta quinta-feira (6) para destacar a eficácia da Sputink V.

Durante reunião com a cúpula de seu governo em Moscou, o líder russo afirmou que embora o Ocidente tenha produzido o que ele chamou de vacinas inovadoras, os imunizantes russos são mais seguros e confiáveis.

"Tão simples e confiáveis quanto um fuzil Kalashnikov", afirmou ele durante um encontro com a vice-primeira-ministra, Tatiana Golikova, que foi transmitido ao vivo no país.

O Kalashnikov --também conhecido pela sigla AK-47-- é o fuzil mais vendido de todos os tempos, conhecido pelo baixo valor de produção (na comparação com outros armamentos semelhantes) e por quase nunca travar, funcionando em todas as situações climáticas.

Por isso, a arma foi adotada tanto por exércitos quanto por grupos rebeldes ao redor do mundo --em Moçambique, o fuzil aparece inclusive na bandeira do país devido à sua importância na guerra de independência.

Na Rússia, há um museu em homenagem ao AK-47, que ilustra produtos como guarda-chuvas, chaveiros e até uma vodka.

Assim como o fuzil foi exportado para todo o mundo, Putin também tem tentado usar a Sputink como moeda diplomática, levando o imunizante para países em desenvolvimento que têm encontrado dificuldade para conseguir as vacinas produzidas por empresas americanas e europeias.

Há dúvidas, porém, sobre a segurança da vacina russa --no fim de abril, a Anvisa negou autorização para que o imunizante fosse usado no Brasil, por exemplo.

Além de defender a eficácia do imunizante, Putin também revelou nesta quinta que seu país está produzindo uma nova vacina contra a Covid-19, chamada Sputnik Light, que requer a aplicação de apenas uma dose.

Segundo comunicado do fundo soberano da Rússia, responsável por financiar o desenvolvimento das vacinas no país, o novo imunizante tem uma eficácia de 79.4% --em comparação, a da Sputnik V é de 91.6% com duas doses.

Na reunião com a vice-primeira-ministra, Putin disse ainda ser favorável à quebra das patentes das vacinas contra o coronavírus. A declaração coloca o líder russo do mesmo lado que o presidente dos EUA, Joe Biden --seu maior rival na política internacional.

Na quarta (5), a Casa Branca anunciou uma mudança em sua posição histórica e passou a defender a quebra das patentes dos imunizantes contra a Covid-19.

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