Vacinação contra Covid salvou 6 mil idosos no Rio de Janeiro, diz estudo

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RIO DE JANEIRO, BRAZIL  JANUARY 18: Two first residents of Rio de Janeiro are vaccinated at Cristo Redentor, the elderly Terezinha da Conceicao, 80 years old, and the nursing technician Dulcineia da Silva, 59 years old, received the first two doses of the vaccine against Covid-19 applied in Rio de Janeiro. In a symbolic ceremony marked by agglomeration in Christ the Redeemer, the two received around 6:20 pm on Monday (18) - 1 hour and 20 minutes late - the injection with the CoronaVac vaccine, developed by the Chinese laboratory Sinovac in partnership with the Instituto Butanta, in Sao Paulo.Dulcineia is a nursing technician at the Ronaldo Gazola Municipal Hospital, a unit specializing in the treatment of Covid-19 in Rio. (Photo by Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images)
RIO DE JANEIRO, BRAZIL JANUARY 18: Two first residents of Rio de Janeiro are vaccinated at Cristo Redentor, the elderly Terezinha da Conceicao, 80 years old, and the nursing technician Dulcineia da Silva, 59 years old, received the first two doses of the vaccine against Covid-19 applied in Rio de Janeiro. In a symbolic ceremony marked by agglomeration in Christ the Redeemer, the two received around 6:20 pm on Monday (18) - 1 hour and 20 minutes late - the injection with the CoronaVac vaccine, developed by the Chinese laboratory Sinovac in partnership with the Instituto Butanta, in Sao Paulo.Dulcineia is a nursing technician at the Ronaldo Gazola Municipal Hospital, a unit specializing in the treatment of Covid-19 in Rio. (Photo by Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images)
  • A vacinação contra a Covid-19 salvou 5,8 mil idosos no Rio de Janeiro, aponta estudo da Fiocruz

  • Pacientes com 60 anos ou mais correspondem a 35% de internações por síndrome respiratória no Rio

  • O estado alcançou 39% da população imunizada com a primeira dose da vacina

A vacinação contra o coronavírus no Rio de Janeiro poupou a vida de até 5,8 mil habitantes com 60 anos ou mais, conforme apontam projeções elaboradas pelo epidemiologista Marcelo Gomes, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, e publicadas pelo jornal O Globo.

Mais suscetível a casos graves e óbitos pela doença, a faixa etária já chegou a representar 65% das internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) na capital fluminense, mas atualmente corresponde a cerca de 35%, segundo registros da Prefeitura.

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O estado do Rio de Janeiro alcançou cerca de 39% da população com a primeira dose da vacina para a Covid-19, seis meses após o início da campanha de imunização.

"Não se trata de uma análise científica rigorosa, mas de uma avaliação simplificada para obter estimativas de ordem de grandeza do impacto que já podemos ter alcançado com a campanha de vacinação. Ou seja, não serve para termos valores precisos do impacto, e sim avaliar se estamos falando de dezenas, centenas, ou milhares, por exemplo. E o que se observa desse exercício é que teríamos, no grupo dos 60 anos ou mais, entre 1 e 5 mil pessoas salvas e de 2 a 8 mil hospitalizações evitadas", pontuou Gomes ao jornal O Globo.

A pesquisa restringiu as estimativas até 29 de maio, em função de um possível atraso na atualização dos dados do sistema Sivep-Gripe, em que casos e óbitos são contabilizados.

Apesar dos bons sinais, a campanha de vacinação no estado deixou buracos. Registros indicam que apenas 39 dos 92 municípios do Rio de Janeiro atingiram a marca de 90% dos idosos imunizados com ao menos uma dose. Em todo o estado, mais de 600 mil pessoas podem estar com a injeção de reforço atrasada, das quais cerca de 280 mil são idosas.

Os dados foram compilados pelo epidemiologista Guilherme Werneck, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a partir do Sistema de Informações do Plano Nacional de Imunizações (PNI), em um estudo de monitoramento dos índices de cobertura vacinal, que também é assinado pela sanitarista Lígia Bahia e pelo médico Mário Scheffer, da Universidade de São Paulo (USP).

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