Vacinação contra pólio: o que você precisa saber

Ministério da Saúde lança nesta segunda-feira (8) uma campanha de vacinação contra a pólio. (Foto: AP Photo/Leo Correa)
Ministério da Saúde lança nesta segunda-feira (8) uma campanha de vacinação contra a pólio. (Foto: AP Photo/Leo Correa)
  • Crianças de até cinco anos devem se vacinar contra a doença

  • São três doses intramusculares e dois reforços com gotinhas

  • Cobertura de vacinação contra pólio tem caído o Brasil desde 2016

Nesta segunda-feira (8), começa uma campanha de vacinação contra a poliomielite em crianças de até cinco anos que ainda não receberam as primeiras doses.

Nos últimos tempos, a cobertura vacinal tem se distanciado da meta de 95% das crianças protegidas. Ainda assim, o Brasil não detecta um caso de pólio desde 1989.

“Faço um apelo a todos os pais e mães, avós e avôs para que levem as crianças da sua família para as mais de 38 mil salas de vacinação do país. Não faltam vacinas, elas estão aí e elas só têm um dono: o povo brasileiro. Temos que imunizar 15 milhões de crianças contra a pólio”, pediu Marcelo Queiroga, ministro da Saúde.

O que é poliomielite?

Conhecida também como paralisia infantil, a poliomielite, ou pólio, é causada por um vírus, que infecta por meio do contato direto de crianças e adultos com fezes, objetos, secreções, alimentos ou água contaminados.

Mesmo que seja assintomática, muitas vezes, casos graves da doença levam a paralisia nos membros inferiores e até de músculos responsáveis pela respiração, o que pode ser fatal.

O vírus encontra boas condições de propagação quando há falta de saneamento básico. A única forma de prevenção é a vacina.

Quem é o público-alvo da campanha?

O Ministério da Saúde irá vacinar crianças com até cinco anos. A expectativa é que 1,43 milhão de crianças sejam imunizadas.

Para receber a dose, é necessário procurar um posto de saúde.

Quantas doses de vacina devem ser administradas?

Segundo o Programa Nacional de Imunização (PNI), a vacina inativa contra a poliomielite —de injeção intramuscular — deve ser aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade. Depois, aos 15 meses e aos 4 anos, a criança deve tomar os reforços de gotinha.

A vacinação com injeção começou em 2012, quando tinha apenas duas doses. Em 2016, foi introduzida uma terceira dose da injeção intramuscular. Essa vacina é considerada mais eficaz e segura que as gotinhas, responsáveis pela erradicação da doença no Brasil. Isso porque protege contra os três sorotipos do poliovírus, enquanto as gotinhas protegem contra dois.

Em caso de atraso em uma dose, pais e responsáveis devem buscar imediatamente um posto de saúde para retomar o processo de imunização.

Cobertura vacinal no Brasil diminui

De acordo com dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), a última vez que a cobertura vacinal alcançou a meta foi em 2015, quando chegou a 98,29% das crianças nascidas naquele ano.

Em 2016 o número de doses subiu para três e a cobertura começou a despencar, chegando a 84,19% em 2019.

No ano seguinte, em 2020, com a pandemia de covid-19, a vacinação chegou a apenas 76,15% dos recém-nascidos. Ano passado foi ainda pior e a taxa ficou abaixo dos 70% pela primeira vez: 69,9%.