Vacinação de crianças em SP: veja como fica o calendário com a aprovação da CoronaVac

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Vacinação de crianças em SP: Governo estadual anuncia novo calendário após aprovação de Coronavac pela Anvisa.
Vacinação de crianças em SP: Governo estadual anuncia novo calendário após aprovação de Coronavac pela Anvisa. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • Vacinação de crianças em SP começará a partir desta sexta (21);

  • Primeira faixa etária será dos 9 aos 11 anos, entre os dias 20 a 30 de janeiro;

  • A partir do dia 30 de janeiro, serão as crianças com mais de 5 anos;

O estado de São Paulo começará a vacinar crianças entre 6 e 11 anos contra a Covid-19 a partir desta sexta-feira (21).

O anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira (20), pouco após a Anvisa aprovar a Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, para uso infantil, também nesta tarde. Crianças de cinco anos de idade continuarão recebendo o imunizante da Pfizer.

O pedido inicial do Butantan era para que a vacina fosse aprovada para crianças a partir dos 3 anos, no entanto, a agência regulatória argumentou que ainda necessita de mais dados para aprovar o imunizante neste público. A vacina também não deverá ser utilizada em crianças imunocomprometidas.

A vacinação geral no Estado começará nesta sexta-feira com a aplicação nas crianças entre 9 e 11 anos de idade. A partir do dia 30 de janeiro, passam a ser imunizadas também as crianças a partir dos 5 anos de idade – sendo que as mais jovens receberão a vacina da Pfizer, única aprovada para menores de 6 anos.

A CoronaVac será aplicada nas crianças e adolescentes da faixa etária entre 6 a 17 anos de idade, enquanto as crianças com 5 anos receberão as vacinas da Pfizer. O intervalo entre as doses é de 4 semanas (28 dias) para quem receber a CoronaVac, e de 8 semanas (56 dias) para os imunizados com a Pfizer.

A meta estipulada pelo governo estadual é vacinar por dia cerca de 250 mil crianças da faixa dos 6 a 17 anos, em todas as cidades de São Paulo.

Confira o calendário de vacinação infantil contra Covid-19 em São Paulo:

  • De 20 a 30 de janeiro - 1ª dose:

Crianças de 9 a 11 anos de idade;

Crianças de 5 a 11 anos com comorbidades, deficiências, indígenas e quilombolas;

  • De 31 de janeiro a 10 de fevereiro - 1ª dose:

Crianças de 5 a 8 anos de idade;

Crianças de 5 a 11 anos com comorbidades, deficiências, indígenas e quilombolas;

O anúncio do novo calendário de vacinação no Estado foi feito em cerimônia em uma escola estadual, com a presença do governador João Doria (PSDB). (Foto: Reprodução/YouTube)
O anúncio do novo calendário de vacinação no Estado foi feito em cerimônia em uma escola estadual, com a presença do governador João Doria (PSDB). (Foto: Reprodução/YouTube)

O anúncio do novo calendário de vacinação no Estado foi feito em cerimônia em uma escola estadual, com a presença do governador João Doria (PSDB). Alunos da escola Brigadeiro Faria Lima, no bairro de Perdizes, foram os primeiros vacinados fora do grupo prioritário que vem recebendo as doses desde sexta-feira (14).

Na ocasião, a primeira criança vacinada no Brasil foi Davi Xavante, de 8 anos, indígena e morador de Piracicaba. Ele recebeu a primeira dose da Pfizer no Hospital das Clínicas acompanhado do presidenciável tucano

Logo após a autorização pela agência nacional de vigilância sanitária, o governador veio em suas redes sociais se manifestar em defesa da imunização:

"Prepare o braço, molecada! Anvisa autoriza vacinação de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos com Coronavac. Iniciaremos imediatamente a vacinação. Esperamos imunizar toda garotada em, no máximo, 3 semanas. Todos virando 🐊🐊", postou Doria em sua conta no Twitter.

Mesmo que o Ministério da Saúde não tenha se manifestado sobre a inclusão das doses pediátricas da Coronavac no Plano Nacional de Imunização (PNI), os Estados têm independência para utilizá-la.

A lei de numero 14.125, de 10 de março do ano passado, diz que “enquanto perdurar a Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin), declarada em decorrência da infecção humana pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), ficam a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios autorizados a adquirir vacinas e a assumir os riscos referentes à responsabilidade civil, nos termos do instrumento de aquisição ou fornecimento de vacinas celebrado, em relação a eventos adversos pós-vacinação, desde que a Anvisa tenha concedido o respectivo registro ou autorização temporária de uso emergencial".

O governo paulista afirma possuir 15 milhões de doses da vacina no Butantan prontas e disponíveis para iniciar a vacinação em uma escala maior do que a prevista pelo Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde.

Unanimidade

A Anvisa aprovou, por unanimidade, o uso da CoronaVac em crianças e adolescentes de 6 a 17 anos de idade. A diretora e relatora do tema na agência, Meiruze Freitas, afirmou que "não há nenhuma vacina experimental sendo aplicada na histórica campanha de vacinação do Brasil. As pessoas não são cobaias". Ela falou ainda estar “convicta” de que a CoronaVac atende aos critérios necessários para o uso emergencial pediátrico de 6 a 17 anos em crianças não imunocomprometidas.

Uso da CoronaVac em crianças

  • Diferentemente da Pfizer, a CoronaVac para as crianças é a mesma utilizada para os adultos;

  • As duas doses devem ser aplicadas em um intervalo de 28 dias;

  • O uso do imunizante deverá ser usado para a faixa etária de 6 a 17 anos;

  • Não deve ser aplicada em crianças imunocomprometidas.

Avanço da vacinação infantil

Com a autorização do uso da Coronavac no Brasil, a imunização de crianças de 5 a 11 anos terá um reforço de doses já que o estoque federal da vacina é de 5,5 milhões de doses. A informação é do portal Poder 360.

Ao contrário da Pfizer, que é a que possui aval hoje para ser aplicada nesta faixa etária, a Coronavac para as crianças é a mesma utilizada para os adultos.

Além da reserva federal, os Estados também possuem estoque do imunizante do Instituto Butantan e o Ministério da Saúde já solicitou aos governos estaduais informações sobre aquelas que estão disponíveis.

Ainda de acordo com a reportagem, o país precisa de 45 milhões de doses para imunizar todas as crianças de 5 a 11 anos, já contabilizada neste cálculo a reserva técnica.

Em relação às vacinas da Pfizer, o governo adquiriu 30 milhões de doses e necessita de mais 15 milhões. Esta é a quantidade exata que o Instituto Butantan possui disponível neste momento.

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