Vacinação em São Paulo: governo diz já ter agulhas e seringas para 1ª fase da imunização

João Conrado Kneipp
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BRAZIL - 2020/12/04: In this photo illustration various medical syringes seen with Coronavac company logo displayed on a screen in the background. (Photo Illustration by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
A etapa inicial vai abranger pessoas acima de 60 anos, trabalhadores da saúde, populações quilombolas e indígenas. (Foto: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

O governo de São Paulo afirmou que já tem em estoque os insumos necessários para a 1ª fase da vacinação no estado contra a Covid-19. A etapa inicial — que vai abranger pessoas acima de 60 anos, trabalhadores da saúde, populações quilombolas e indígenas — está prevista para começar em 25 de janeiro de 2021.

“Nós iniciaremos a campanha vacinal agora no 25 de janeiro e temos, sim, esses insumos, agulhas e seringas para vacinar esse público. Dessa maneira, não será necessário fazer aquisições, aguardo de licitações, porque nós já disponibilizamos em nosso estoque desses materiais”, explicou o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn.

A primeira fase do plano prevê a aplicação de 18 milhões de doses da CoronaVac, vacina adquirida pelo governo paulista contra o novo coronavírus desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan.

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A princípio, os grupos prioritários que receberão as doses iniciais da CoronaVac são os profissionais de saúde, pessoas acima de 60 anos, indígenas e quilombolas. Ao todo, serão 9 milhões de pessoas imunizadas nesta fase: 7,5 milhões de idosos, e 1,5 milhão de integrantes do grupo de trabalhadores da saúde, quilombolas e indígenas.

O critério de escolha, segundo o governo, levou em consideração a incidência de óbitos provocados pelo novo coronavírus.

O anúncio foi feito pelo governador João Doria (PSDB), em coletiva de imprensa com detalhes do plano estadual de imunização, no início da tarde desta segunda-feira (7). Na fala, Doria voltou a criticar a previsão do Ministério da Saúde de iniciar a vacinação no país somente em março.

Doria garantiu também que, a partir de 25 de janeiro, ajudará outros estados do país e cederá 4 milhões de doses de vacina contra o coronavírus. Segundo o governador, os estados interessados terão de fazer um pedido ao governo de São Paulo.

No fim de novembro, Doria já havia dito que, caso o Ministério da Saúde não apresentasse um “plano sério e bem estruturado”, o estado de São Paulo irá elaborar um plano estadual próprio para vacinar a população paulista.

A CORONAVAC E ANVISA

A CoronaVac só poderá ser aplicada a partir do dia 15 de janeiro por conta do prazo dado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para análise final da testagem da terceira fase da CoronaVac.

A vacina do Instituto Butantan ganhou projeção ao entrar no centro de uma guerra política entre o presidente e o governador, prováveis adversários nas eleições presidenciais de 2022.

Bolsonaro esvaziou o plano de aquisição futura da Coronavac feito em outubro pelo seu próprio ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, criticou o governador João Doria e disse que a vacina não era confiável por causa de sua origem. Neste mês, o presidente voltou atrás e declarou que poderia autorizar a compra da vacina produzida pela Sinovac, mas não pelo preço que um "caboclo aí quer".