Vacinação infantil em SP: Veja tudo que precisa saber sobre início da imunização

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Vacinação infantil em SP começou no dia 14 de dezembro em evento oficial, mas imunização ampla foi iniciada nesta segunda
Vacinação infantil em SP começou no dia 14 de dezembro em evento oficial, mas imunização ampla foi iniciada nesta segunda (Foto: Alexandre Schneider/Getty Images)
  • Vacinação infantil em SP começou nesta segunda-feira

  • Capital e todo o estado estão vacinando crianças de 5 a 11 anos com comorbidades e deficiência, além de indígenas e quilombolas

  • Na cidade, pais e responsáveis podem consultar disponibilidade das vacinas na plataforma "De Olho na Fila"

Na manhã desta segunda-feira (17), a cidade de São Paulo começou a vacinação de crianças de 5 a 11 anos. No primeiro momento, serão imunizadas pessoas com comorbidades e com deficiência, além de indígenas e quilombolas.

A capital paulista recebeu cerca de 64 mil doses da vacina pediátrica da Pfizer. Para saber onde há o imunizante, é possível consultar a plataforma “De olho na fila”. As doses foram distribuídas para das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e para as Assistências Médicas Ambulatoriais AMAs/UBSs integradas.

O que é necessário para vacinar crianças

Como estão sendo vacinadas apenas crianças com comorbidades e com deficiência, é preciso apresentar comprovante. Veja o que é necessário para que seja aplicada a vacina:

  • Crianças devem estar acompanhas por um responsável maior de 18 anos e apresentar documento de identificação (preferencialmente CPF)

  • Carteirinha de vacinação

  • Comprovante de condição de risco para os comórbidos (exames, receitas, relatório ou prescrição médica físicos ou digitais, contendo o CRM do médico e com até dois anos de emissão)

  • Comprovante da deficiência para os deficientes permanentes (laudo médico, cartão de gratuidade no transporte público, documentos comprobatórios de atendimento em centros de reabilitação ou unidades especializadas ou documento oficial de identidade com a indicação da deficiência)

Lista de comorbidades

  • Insuficiência cardíaca;

  • Vor pulmonale e hipertensão pulmonar;

  • Cardiopatia hipertensiva;

  • Síndrome coronarianas;

  • Valvopatias;

  • Miocardiopatias e pericardiopatias;

  • Doença da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosa;

  • Arritmias cardíacas;

  • Cardiopatias congênitas;

  • Próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados;

  • Talassemia;

  • Síndrome de Down;

  • Autismo;

  • Diabetes mellitus;

  • Pneumopatias crônicas graves;

  • Hipertensão arterial;

  • Doença cerebrovascular;

  • Doença renal crônica;

  • Imunossuprimidos (incluindo pacientes oncológicos);

  • Anemia falciforme;

  • Obesidade mórbida;

  • Cirrose hepática;

  • HIV

Lista de deficiências permanentes

  • Física: limitação motora que cause grande dificuldade ou incapacidade para andar ou subir escadas;

  • Sensorial: indivíduos com grande dificuldade ou incapacidade de ouvir mesmo com uso de aparelho auditivo;

  • Visual: indivíduos com baixa visão ou cegueira. Considera-se baixa visão ou visão subnormal quando o valor da acuidade visual corrigida no melhor olho é menor do que 0,3 e maior ou igual a 0,05 ou seu campo visual é menor do que 20º no melhor olho com a melhor correção óptica (categorias 1 e 2 de graus de comprometimento visual do CID 10) e considera-se cegueira quando esses valores se encontram abaixo de 0,05 ou o campo visual menor do que 10º (categorias 3,4 e 5 do CID 10);

  • Intelectual: indivíduos com alguma deficiência intelectual permanente que limite as suas atividades habituais.

Primeira crianças vacinada no Brasil

A primeira criança vacinada no Brasil foi Davi Xavante, de 8 anos, indígena e morador de Piracicaba. Ele recebeu a primeira dose da Pfizer na tarde de sexta-feira (14), no Hospital das Clínicas. O governador, João Doria (PSDB), acompanhou o momento.

Natural de Mato Grosso, Davi vive em Piracicaba, no interior paulista, há um ano. Ele se mudou para São Paulo para fazer um tratamento no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas. Ele é a primeira criança entre 5 e 11 anos a receber o imunizante no país. Outras crianças foram vacinadas no evento, com deficiência, com comorbidades e também quilombolas.

Na última quinta-feira (13), o primeiro lote, com 1,2 milhão de vacinas da Pfizer chegou ao Brasil. Até o fim de janeiro, serão 4,3 milhões de doses. O acordo entre Pfizer e Ministério da Saúde prevê a compra de 20 milhões de doses, que chegarão até o fim de março. A aplicação da vacina da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos terá intervalo de 8 semanas entre as doses.

No entanto, o Brasil precisaria de mais de 40 milhões de doses para imunizar todas as crianças entre 5 e 11 anos. O governo paulista tem a expectativa que, na próxima semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) libere o uso da CoronaVac para esta faixa etária.

"Temos 15 milhões de doses da vacina no Butantan, prontas, disponíveis para iniciar a vacinação em uma escala muito maior que, até o presente momento, estão prevista pelo Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde", disse Doria em coletiva de imprensa.

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