Vacinação em SP pode começar na segunda se Anvisa aprovar Coronavac

Colaboradores Yahoo Notícias
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(Alexandre Schneider/Getty Images)
(Alexandre Schneider/Getty Images)

O secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou que a vacinação contra o novo coronavírus pode começar na próxima segunda-feira (18), se a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovar o uso emergencial da Coronavac, imunizante produzido pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, neste domingo.

“Se tiver tudo ok, na segunda-feira teremos o nosso programa realmente implementado. É importante a gente lembrar que o fato de São Paulo iniciar eventualmente antes a vacinação não quer dizer uma desobediência do programa nacional de imunização. Muito pelo contrário, eu pessoalmente estive no ministério para inserirmos a vacina no programa nacional de imunização. Para nós, é uma alegria democratizar e permitir que todos os brasileiros, pelo menos grande parte no momento, tenham acesso à vacina”, disse o secretário em entrevista à rádio CBN.

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Neste domingo, os diretores da Anvisa se reunirão para discutir a liberação de dois imunizantes contra a Covid-19: a Coronavac e a vacina de Oxford, produzida em parceria com a farmacêutica AstraZeneca e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A reunião começará as 10h e está previsto para terminar às 15h.

De acordo com o site da Anvisa, o Butantan entregou todos os documentos necessários para a análise da aprovação. O painel da agência informa que cerca de 45% dos documentos foram avaliados e 55% estão sob análise.

Gorinchteyn ainda rebateu o pedido do Ministério da Saúde para o governo paulista entregar todas as 6 milhões de doses da Coronavac e disse que a administração estadual não descarta entrar na Justiça contra o ofício. Para ele, não faz sentido enviar essas doses para o governo federal e depois receber de volta.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que 4,5 milhões de doses da Coronavac, que já estão prontas, seriam entregues ao Ministério da Saúde. A estimativa do governo paulista é que 1,5 milhão de doses da vacina fiquem no estado.