Vacinados, mas parados: indianos esperam aval da OMS a vacina local para viajarem

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Profissional de saúde prepara seringa com dose da vacina indiana contra Covid-19 Covaxin em Nova Délhi

Por Jose Devasia

PANDALAM, Índia (Reuters) - Retido em um vilarejo do sul da Índia há nove meses e incapaz de voltar ao trabalho na Arábia Saudita, Sugathan P.R. está torcendo para que a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprove a vacina indiana contra Covid-19 Covaxin, abrindo caminho para sua viagem de volta.

Como Sugathan, milhões de indianos tomaram a Covaxin e muitos se queixam de problemas para viajar, já que a vacina carece da aprovação de vários países para viagens internacionais.

A OMS deve dar seu parecer final sobre a inclusão da Covaxin em uma lista de uso emergencial nesta terça-feira.

A entidade delibera a respeito de dados fornecidos pela fabricante Bharat Biotech desde o início de julho, mas disse que não pode "pegar atalhos" para tomar uma decisão.

Sem um aval da OMS, a Covaxin de duas doses dificilmente será aceita globalmente como uma vacina válida e complicaria os planos de viagens de indianos que a receberam.

Rajan Pallivadakethil Unnunni, de 59 anos, que trabalhou no Kuweit como soldador durante duas décadas e voou à Índia no final do ano passado, não consegue voltar, já que aquele país não reconhece a Covaxin.

Agora ele passa dificuldades para devolver um empréstimo bancário de 20 mil dólares vendendo frangos em uma pequena barraca de Kerala que lhe rende quatro dólares por dia.

"Só posso comprar uma passagem para o Kuweit se o aplicativo do governo do Kuweit der sinal verde."

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