Vacinas armazenadas em temperatura inadequada no Rio podem ser usadas, diz prefeitura

Rodrigo Viga Gaier
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Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As mais de 700 doses da CoronaVac, vacina contra Covid-19 do laboratório chinês Sinovac, que ficaram mal acondicionadas após um problema de energia no Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, podem ser usadas com segurança e não serão descartadas, informou a prefeitura do Rio de Janeiro nesta terça-feira.

A gestão municipal disse que uma análise das doses feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostrou que elas não ficaram comprometidas, mas precisam ser aplicadas em até 14 dias.

"O Instituto Nacional de Controle e Qualidade em Saúde da Fiocruz (INCQS/Fiocruz) analisou os relatórios do ocorrido e informações técnicas do fabricante da vacina e considerou que há segurança para o uso das doses em questão. O órgão recomendou que a aplicação dessas doses seja feita no período de até 14 dias", informou a prefeitura.

As vacinas ficaram fora da temperatura adequada após um pique de luz no hospital e havia risco para a validade das doses, que precisam ser armazenadas em temperatura de geladeira comum.

O episódio culminou com a demissão do diretor da unidade.

Além do episódio no Hospital Federal de Bonsucesso, funcionários de clínicas e postos de saúde do município denunciaram possíveis desperdícios de doses de vacinas contra a Covid-19 e a prefeitura investiga as denúncias, de acordo com o secretário municipal de saúde Daniel Soranz.

A cidade recebeu mais uma remessa de quase 135 mil doses da CoronaVac e vai antecipar o calendário de vacinação. Antes, somente os idosos acima de 80 anos seriam imunizados em fevereiro, mas agora também receberão a vacina os que têm pelo menos 75 anos.

A prefeitura quer até março vacinar todos com ao menos 60 anos na cidade.