Vacinas atualizadas preveniram variantes mais recentes da Covid, diz CDC dos EUA

Idoso recebe dose de reforço de vacina contra Covid em Sevilha, Espanha

Por Julie Steenhuysen e Raghav Mahobe

(Reuters) - As doses de reforço com vacinas atualizadas contra a Covid-19 da Pfizer/BioNTech e da Moderna ajudaram a prevenir infecções sintomáticas contra as novas subvariantes relacionadas à variante XBB, oferecendo novas evidências de como as vacinas funcionam contra essas cepas que se espalham rapidamente, disseram autoridades dos EUA nesta quarta-feira.

“Hoje temos evidências adicionais para mostrar que essas vacinas atualizadas estão protegendo as pessoas contra as variantes mais recentes da Covid-19”, disse Brendan Jackson, chefe da resposta à Covid-19 do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), a repórteres.

Os reforços atualizados têm como alvo as variantes BA.4 e BA.5 Ômicron do vírus SARS-CoV-2, que não são mais dominantes. As subvariantes relacionadas à XBB, agora dominantes, são derivadas da versão BA.2 da Ômicron.

Estudos de laboratório sugeriram que a proteção da vacina era menor contra as variantes XBB em comparação com as variantes anteriores, levantando questões sobre o quão bem as vacinas funcionariam contra essas cepas crescentes do vírus, disse Jackson.

Para o estudo, os pesquisadores revisaram os casos de Covid-19 de 1º de dezembro a 13 de janeiro, período em que a circulação nos EUA da XBB e XBB.1.5 aumentou. A pesquisa mostrou que a vacina atualizada ajudou a prevenir doenças em aproximadamente metade das pessoas que haviam recebido duas a quatro doses da vacina original, disse o CDC.

O CDC disse que a vacina atualizada funcionou de forma semelhante contra infecções relacionadas a BA.5 e infecções relacionadas a XBB/XBB.1.5. O imunizante foi 52% eficaz na prevenção de infecções com a BA.5 e 48% contra a XBB/XBB.1.5 entre aqueles com idade entre 18 e 49 anos. A eficácia caiu para 37% contra a BA.5 e 43% contra a XBB/XBB.1.5 entre aqueles com 65 anos ou mais.

Embora isso não tenha aparecido no estudo, Jackson disse que os dados a serem divulgados ainda na quarta-feira mostram que a vacina atualizada reduziu o risco de morte por Covid-19 em mais de duas vezes em comparação com pessoas vacinadas que não receberam o reforço atualizado. A vacina atualizada também reduziu o risco de morte por Covid-19 em quase 13 vezes em pessoas não vacinadas.

A autora do estudo, Ruth Link-Gelles, do CDC, disse que, no geral, as vacinas reduzem o risco de infecção sintomática em cerca de metade de uma população, mas os indivíduos veem um benefício diferente com base em seus fatores de risco.

Link-Gelles disse que as estimativas são para infecções sintomáticas, que o CDC definiu como um ou mais sintomas do Covid-19. Dadas as descobertas, o CDC instou as pessoas a manterem-se atualizadas com as vacinas recomendadas contra a Covid-19.

A XBB.1.5 foi estimada em quase metade dos casos nos EUA na semana encerrada em 21 de janeiro, mostraram dados do governo.

A análise do CDC vem antes de uma reunião na quinta-feira, na qual especialistas externos da Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) devem discutir se e como os Estados Unidos devem oferecer a vacina contra a Covid anualmente.

(Reportagem de Raghav Mahobe, em Bengaluru, e Julie Steenhuysen, em Chicago)