Vacinas contra a covid são recebidas com alívio em lar de idosos em Roma

Sonia LOGRE
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Em Roma, o lar de idosos "Anni Azzurri" ficou em êxtase na sexta-feira (8) ao administrar as primeiras doses da vacina contra a covid-19 a seus residentes, classificados como população prioritária pelo plano de vacinação italiano.

A emoção foi ainda maior para os residentes e para os funcionários porque esta residência foi, no final de setembro, cenário de um surto de covid-19, com nada menos que 60 idosos afetados pelo vírus.

O processo foi perfeitamente coreografado e o balé de cadeira de rodas se desenrolou sem problemas: bem alinhados, cada um dos residentes esperou sua vez. Uma enfermeira preparava a seringa para a vacina antes de injetá-la suavemente no braço.

Anna De Sanctis, de 82 anos, contou à AFPTV seu alívio: "É um vírus que circula, a gente sabe, nos disseram para não nos preocuparmos, que tudo ficaria bem. Mas aí eu vi que mais de uma pessoa foi infectada, então não consigo nem dizer como me sinto depois de tomar a vacina".

"Conversei com pessoas, recebi conselhos, eles me deram conselhos e eu os segui, e eis que tomei a vacina", acrescentou.

A diretora da residência, Antonella Di Bernardini, não escondeu a emoção: "Estamos começando a ver o início do fim de uma época que não foi bela, positiva ou fácil, nem para nós, nem para os idosos, nem para seus familiares. Então, ver que tudo isso acaba é uma grande satisfação para nós, uma grande emoção".

- "Grande passo" -

No geral, as pessoas lúcidas foram vacinadas de forma voluntária, outras tiveram ajuda de suas famílias que lhes diziam "pode confiar, está tudo bem", explicou ela.

"Em outros casos, foram as famílias que fizeram a escolha por eles. Mas digamos que a adesão foi em torno de 95% de todos os moradores e, portanto, muito alta", ressaltou.

"É um grande passo, porque finalmente poderemos voltar a uma espécie de normalidade, uma esperança, poderemos nos abraçar novamente, poderemos refazer as atividades juntos como um grupo, fora, tanto para nós como para as famílias, por isso hoje estou muito emocionada, muito feliz", destacou Lavinia Toussan, médica da residência.

Os residentes "estão muito felizes porque viveram tempos muito difíceis, tivemos casos de coronavírus aqui, e por isso os senti muito felizes por terem sido vacinados", notou.

A exemplo dos demais países da União Europeia, a Itália iniciou no dia 27 de dezembro sua campanha de vacinação, visando prioritariamente os profissionais de saúde, residentes e funcionários de lares de idosos.

Neste sábado, os vacinados somavam quase 505.000.

A Itália, o país europeu mais duramente atingido pela pandemia, registrou mais de 2,2 milhões de casos, incluindo quase 78.000 mortes.

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