Vacinas no Brasil: entenda pelas palavras da Anvisa a polêmica eficácia

Redação Notícias
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(AP Photo/Eraldo Peres)
(AP Photo/Eraldo Peres)

Para ser calculada a taxa de eficácia de uma vacina é preciso que ela esteja na fase 3 dos testes clínicos – com humanos.

Na manhã deste domingo, Leonardo Fábio Filho, que integra a equipe de Estatística da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu detalhes do cálculo dos índices de eficácia das vacinas. Ele usou como exemplo a Coronavac.

Ele citou o chamado RR (risco relativo), que compara a incidência de casos da doença entre as pessoas vacinadas com a incidência desses casos em quem recebeu apenas placebo (injeção sem efeito).

A eficácia da vacina seria obtida através da fórmula 1 menos RR.

O risco relativo não considera a variável do tempo, como o aumento da exposição da pessoa à doença com o passar dos meses. E não inclui as variáveis idade, sexo e comorbidades. O indicador que leva em conta estas variáveis é o HR, a Razão de Perigo que uma pessoa corre.

“A partir do Razão do Perigo (Hazard Ratio -HR) o conceito de eficácia da vacina vai para uma área mais ampla. Esse modelo captura tudo ao aferir a eficácia da vacina”, explica.

O indicador 0,496 foi a razão de perigo entre os grupos vacina e placebo. A partir daí, o cálculo matemático chegou à eficácia de 50,4% da vacina Coronav.

Leonardo Fábio Filho ainda fez uma crítica do longo debate sobre a eficácia da vacina ocorrido nos últimos dias. “Ficar debatendo casas decimais não cabe num momento tão delicado”.