Vacinas de reforço de mRNA dão "aumento considerável" de proteção contra Ômicron, diz estudo

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Frascos rotulados como de vacinas contra Covid-19 em frente à palavra Ômicron em foto de ilustração

COPENHAGUE (Reuters) - Receber uma terceira dose da vacina contra Covid-19 da Pfizer-BioNTech ou da Moderna proporciona um "aumento considerável" de proteção contra a variante Ômicron em idosos, de acordo com um estudo dinamarquês publicado nesta quarta-feira.

O estudo, que ainda não foi submetido à revisão da comunidade científica, investigou a eficácia de vacinas contra Covid-19 que usam a chamada tecnologia mRNA contra a variante Delta e a nova e mais infecciosa Ômicron.

"Nosso estudo contribui para indícios emergentes de que a proteção da vacina primária BNT162b2 (Pfizer-BioNTech) ou mRNA-1273 (Moderna) diminui rapidamente com o tempo e que uma vacinação de reforço oferece um aumento considerável de proteção", escreveram os autores no estudo.

O estudo foi realizado por pesquisadores da maior agência de doenças infecciosas da Dinamarca, o Statens Serum Institut (SSI), e analisou dados de 3 milhões de cidadãos coletados entre 20 de novembro e 12 de dezembro.

Entre aqueles que receberam recentemente sua segunda dose de vacina, a eficácia contra a Ômicron foi avaliada em 55,2% com o imunizante da Pfizer-BioNTech e 36,7% com o da Moderna na comparação com pessoas que não foram vacinadas.

Mas esta proteção recuou rapidamente no decorrer de cinco meses, disseram os pesquisadores.

"Vemos que a proteção é menor e que diminui mais rápido contra a Ômicron do que contra a variante Delta após um regime de vacinação primária", disse Palle Valentiner-Branth, um dos autores do estudo.

(Por Nikolaj Skydsgaard)

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