Vacinas vencidas: Prefeitura do Rio cria serviço para orientar cidadãos sobre suspeitas

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RIO — A Prefeitura do Rio de Janeiro investiga 756 casos que podem ter acontecido de aplicação da vacina AstraZeneca contra Covid-19 fora da validade na cidade. Caso alguma aplicação após o fim do prazo de validade dos imunizantes seja confirmada — o que até o momento não aconteceu —, o cidadão será convocado para a revacinação, como é recomendado pelos órgãos de Saúde. Enquanto isso, a secretaria municipal de Saúde criou um serviço para orientar os cidadãos.

Em uma listagem divulgada no site da Prefeitura, é possível consultar quais são os casos suspeitos de vacinação fora da validade no município, com data da aplicação, data de nascimento e primeiros dígitos do CPF dos cidadão vacinados (veja aqui). Quem estiver na relação pode aguardar o contato da equipe de saúde ou, se preferir, procurar a unidade em que se vacinou na próxima segunda-feira (05), a partir das 11h, para verificar se houve um erro no registro, que será feito o ajuste.

Um levantamento realizado pelos pesquisadores Sabine Righetti, da Unicamp, e Estêvão Gamba, da Unifesp, e publicado nesta sexta-feira (2) pelo jornal "Folha de S. Paulo", revelou que ao menos 26 mil brasileiros podem ter recebido doses vencidas da vacina AstraZeneca contra a Covid-19, com base no cruzamento de dados oficiais do governo federal. O estudo aponta que são 1.764 possíveis casos no Rio. A Secretaria Municipal de Saúde manifestou já que recebeu todos os lotes de vacinas do Ministério da Saúde dentro do prazo de validade e os distribuiu imediatamente para as unidades de saúde.

O estudo indica que o problema ocorreu com doses de oito lotes da vacina. O Gabinete Integrado de Acompanhamento da Epidemia Covid-19 (Giac), da Procuradoria da República, pediu nesta sexta-feira (2) ao Ministério da Saúde e à Anvisa informações sobre eventual aplicação de doses de vacina da AstraZeneca fora do prazo de validade. A PGR deu cinco dias para os órgãos responderem. Em nota conjunta, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) dizem que todos os casos serão investigados e "não está descartado erro do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações, que desde o início da Campanha de Vacinação apresenta instabilidade no registro dos dados". O Ministério da Saúde informou que todas as doses são enviadas dentro do prazo e que, caso aplicações fora do período ocorram, é preciso passar por uma nova aplicação "respeitando um intervalo de 28 dias entre as doses".

Em relação à informação de que doses da vacina AstraZeneca teriam sido aplicadas fora da validade, a Fiocruz esclareceu que os referidos lotes não foram produzidos pela instituição. Parte dos lotes (com numeração inicial 4120Z) é referente aos quantitativos importados prontos do Instituto Serum, da Índia, chamada de Covishield, e entregues pela Fiocruz ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde (MS) em janeiro e fevereiro deste ano. Os demais lotes apontados foram fornecidos pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS).

Todas as doses das vacinas importadas da Índia (Covishield) foram entregues pela Fiocruz em janeiro e fevereiro dentro do prazo de validade e em concordância com o MS, de modo a viabilizar a antecipação da implementação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, diante da situação de pandemia. A Fiocruz está apoiando o PNI na busca de informações junto ao fabricante, na Índia, para subsidiar as orientações a serem dadas pelo Programa àqueles que tiverem tomado a vacina vencida.

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