'Vagabundo e mentiroso, desqualificado e incompetente': No Rio, Bolsonaro ataca Paes, que rebate

Em seu último comício antes do segundo turno, o presidente Jair Bolsonaro (PL) atacou o prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes (PSD), a quem chamou de "vagabundo e mal agradecido, que espalha mentiras", pelo apoio declarado a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Paes, por sua vez, respondeu através de sua rede social e chamou Bolsonaro de "desqualificado incompetente" e criticou a falta de investimentos no Rio e apoio alguns a correligionários.

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Durante ato em Campo Grande, na Zona Oeste da capital fluminense, Paes também foi alvo do deputado estadual Jorge Felipe Neto (Avante), que afirmou que o prefeito "escolheu o lado da corrupção". Clarissa Garotinho (União) disse que o apoio de Paes a Lula ocorreu pelo fato de ter se beneficiado de obras superfaturadas durante o mandato do petista. A zona oeste da capital é um dos principais polos eleitorais de Paes. Incitada pelos bolsonaristas, a multidão que se reuniu em frente à Paróquia Nossa Senhora do Desterro gritou: "Fora, Eduardo".

— Esse Eduardo Paes é um vagabundo, sem caráter. Está cheio de processos, age como ladrão para não ser condenado depois. Ele encheu os cofres da prefeitura com o dinheiro federal. É um vagabundo, mal-agradecido e mentiroso. Vive mentindo dizendo que vou maltratar o povo. Ele vai ter o troco em 2024 — afirmou o presidente.

O prefeito retrucou: "Esse Bolsonaro, um desqualificado incompetente, não cansou de me agredir agora na zona oeste. Me chamou de mal agradecido. Mal agradecido por que? Você apoiou o juiz safado para governador, o bispo incompetente para prefeito e não fez nada pelo Rio"

Paes depois ainda brincou:

"Pode vir Bolsonaro! Aqui você não se cria! A faixa preta aqui é voto para te derrotar e acabar com esse seu autoritarismo! É @LulaOficial!"

Bolsonaro também enumerou, em seu discurso, realizações do seu governo, como o PIX e o marco do saneamento. Ele se comprometeu a "seguir firme no combate à corrupção" e pediu para que seus eleitores sigam firmes na tentativa de converter votos até domingo. Ao final do discurso, ele disse que torceria nesta quinta pelo Vasco da Gama, que pode retornar à Série A do campeonato brasileiro após dois anos no acesso. No sábado, disse o presidente, torcerá para que o Flamengo seja tricampeão da Libertadores da América.

Pela manhã, um dia após ter convocado uma reunião ministerial para tratar da tensão com o TSE, o presidente Jair Bolsonaro evitou ataques à Corte e ao ministro Alexandre de Moraes, durante rápido comício em São João de Meriti. O foco do discurso de dez minutos, que começou com mais de uma hora de atraso na Praça da Matriz da cidade, foi a pauta de costume, a "defesa" da família e os ataques ao PT. Segundo o presidente, que tenta a reeleição agora pelo PL, o PT ficou 14 anos do poder para "só roubar nossa pátria".

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Ainda no tema corrupção, Bolsonaro, que fez uma carreata de Belford Roxo a São João de Meriti, disse que ex-ministros de Lula teriam saído dos cargos porque foram presos.

— Nós sabemos o que tem do outro lado. Os meus ministros saíram e se elegeram — disse o presidente, que se apresentou num dia em que foi decretado ponto facultativo por decisão do prefeito Dr. João, também do PL.

Em cima de um trio elétrico, Bolsonaro estava acompanhado de outros políticos aliados, como o governador Claudio Castro, os deputados Márcio Canella e Clarissa Garotinho, o prefeito de Duque de Caxias Washington Reis, e seu filho, o senador Flávio Bolsonaro. Enquanto discursava, seguranças carregavam malas à frente do corpo, como medida de segurança