'Vai botar um petista na PGR? Óbvio que não', diz Flavio Bolsonaro

Senador Flavio Bolsonaro negou ter "apadrinhado" qualquer nome para ocupar posto de Procurador-Geral da República - Foto: Mauro Pimentel / AFP

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) negou nesta quarta-feira (21) que esteja apadrinhando o subprocurador-geral Antônio Carlos Simões Martins Soares para o comando da Procuradoria-Geral da República. Filho de Jair Bolsonaro (PSL), Flávio também disse ser natural que o presidente escolha alguém que pense como ele para o cargo.

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"Parece meio óbvio. Vou botar um petista na PGR? O presidente vai botar um cara do PSOL? É óbvio. Tem alguma coisa de anormal nisso? Vou botar um cara lá que vai trabalhar contra as pautas voltadas para meio ambiente, para segurança pública, para costumes? Não tem sentido", disparou o senador.

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O escolhido para o cargo precisa ser sabatinado e aprovado pelo Senado antes do dia 17 de setembro. Caso o contrário, a PGR será ocupada por um interino.

Se a PGR ficar vaga, quem assume interinamente é o vice-presidente do Conselho Superior do Ministério Público Federal. Neste mês, o subprocurador-geral Alcides Martins foi eleito vice-presidente do conselho. Martins é um dos mais antigos membros do MPF.

Jair Bolsonaro teria sinalizado a aliados que Carlos Simões Martins Soares poderia ser escolhido para substituir Raquel Dodge, atual procuradora-geral. Na última semana, o presidente se encontrou com Soares no Palácio da Alvorada.

Diante de um cenário repleto de polêmicas, o nome de Soares acabou desgastado em poucos dias.

Os três nomes que compõem a lista tríplice são, nesta ordem, Mário Bonsaglia, Luiza Frischeisen e Blal Dalloul.

A lista tríplice não tem previsão legal, mas tem sido observada por todos os presidentes da República desde 2003. Bolsonaro não se comprometeu a indicar um dos nomes mais votados pelos colegas.

Flávio Bolsonaro ressalta que não tem feito lobby por Soares."Já recebi vários candidatos. Não apadrinhei ninguém. Querem queimar o cara, tentam desqualificar ele porque eu o recebi, porque ele é do Rio? Porque ele é meu candidato? Nunca falei isso. Conheci agora há pouco", afirmou o senador.

Por fim, Flávio afirmou que gosta do candidato que seu pai definir e que todos os postulantes são "pessoas qualificadas".