Vamos ter que ganhar muito voto do Bolsonaro, diz Lula

*ARQUIVO* TABOAO DA SERRA, SP, 10.09.2022: PODER - POLÍTICA - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz comício ao lado de Geraldo Alckmin e Fernando Haddad em Taboão da Serra, São Paulo. Na foto, Lula discursa durante comício. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
*ARQUIVO* TABOAO DA SERRA, SP, 10.09.2022: PODER - POLÍTICA - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz comício ao lado de Geraldo Alckmin e Fernando Haddad em Taboão da Serra, São Paulo. Na foto, Lula discursa durante comício. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta segunda-feira (12), ser necessário atrair o eleitor do presidente Jair Bolsonaro (PL) nessa reta final do primeiro turno.

Ao lado da ex-ministra Marina Silva (Rede), Lula interveio quando a nova aliada respondia como poderia se engajar na campanha do petista, especialmente na tentativa de atrair o eleitor do pedetista Ciro Gomes.

No momento em que Marina se dizia engajada na campanha, Lula comentou em voz baixa. "Não é só o voto do Ciro e da Simone. É também o voto dos que querem votar no Bolsonaro. Vamos ter que ganhar muito [voto] dele", disse o ex-presidente.

Ao lado do ex-governador Geraldo Alckmin, hoje seu vice, Lula acabou por responder a perguntas antes direcionadas à ex-ministra, sobre divergências que levaram ao rompimento político dos dois.

Lula afirmou que a polarização é uma coisa saudável quando é feita civilizadamente.

Mais uma vez, Lula afirmou que feliz era o país quando a rivalidade política se dava contra Fernando Henrique Cardoso ou mesmo Alckmin. "Acontece que este país, por conta da negação da política, elegeu uma certa anormalidade para a Presidência da República", disse o petista, chamando Bolsonaro de "cidadão totalmente anormal".

"Fico triste de saber que tem muita gente que pensa como ele, o fanático, o raivoso, que não aceita discordância, divergência", acrescentou.