Varíola dos macacos: Anvisa criará comitê emergencial para acelerar aval a vacinas e medicamentos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) implementará o Comitê Técnico da Emergência Monkeypox. O objetivo é agilizar o desenvolvimento e as atividades sobre pesquisas clínicas e aval de medicamentos e vacinas para a varíola dos macacos. A criação será efetivada após publicação de portaria da segunda, quarta e quinta-diretoria no Diário Oficial da União (DOU).

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Como O GLOBO mostrou, ainda não há pedidos de autorização a imunizantes e a remédios contra varíola dos macacos em análise na Anvisa. O aval mais recente de remédio contra a doença — o antiviral cidofovir — expirou em 2010. O que a agência avalia é conceder autorização a teste específico para detectar a monkeypox, fabricado pela Biomedica.

O anúncio da Anvisa vem um dia após a agência definir que irá priorizar a análise de kits de diagnóstico para a doença, assim como ocorre em relação a vacinas e a medicamentos contra a Covid-19. Isso quer dizer que, quando um pedido de produto para varíola dos macacos chegar à Anvisa, ele passará na frente de outros em análise, que seguem a ordem cronológica.

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Segundo boletim do Ministério da Saúde, o Brasil confirma 978 casos de monkeypox até esta quarta-feira e investiga outros 544. São Paulo lidera o ranking nacional, com 744 infectados — o que representa 76% do total. O Rio de Janeiro vem em seguida, com 117 registros (11,9%). Depois, é a vez de Minas Gerais acumular 44 pacientes (4,4%).

É nesse cenário que a Região Sudeste concentra mais de nove em cada dez diagnósticos no país. Noutro extremo, o Norte só confirmou o primeiro caso nesta quarta-feira, registrado no Acre. O Brasil não registra mortes por varíola dos macacos até o momento.

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, a pasta também analisa a criação de um comitê de emergência dias após desmobilizar a sala de situação criada para monitorar a doença. O órgão planeja comprar 50 mil doses junto à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A previsão é de que as doses cheguem ao Brasil ainda em 2022.

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