Varíola dos macacos: após OMS declarar emergência sanitária mundial, Japão notifica primeiro caso no país

O Japão confirmou o primeiro caso de varíola dos macacos no país, detectado em um homem em torno dos 30 anos que viajou para o exterior, segundo a governadora de Tóquio, Yuriko Koike. Ela informou que a pessoa já foi hospitalizada na capital. No sábado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto da doença como uma emergência sanitária mundial — nível mais alto de alerta dado pela entidade máxima de saúde.

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O caso veio a público algumas horas depois de o governo japonês ter convocado uma reunião com um grupo de trabalho para coletar informações e se preparar para avaliar e receber pacientes com o diagnóstico nos centros médicos.

Até o momento, houve 5 mortes em quase 17 mil casos diagnosticados em 76 países do mundo, incluindo o Brasil.

— Decidi declarar uma emergência de saúde pública de alcance internacional — disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmando que o risco no mundo é relativamente moderado, exceto na Europa, onde é alto.

Tedros explicou que o comitê de especialistas não conseguiu chegar a um consenso e permaneceu dividido sobre a necessidade do nível mais alto de alerta. Em última análise, a decisão cabe ao diretor-geral.

Sobre a varíola dos macacos

Desde o início de maio, foi detectado um aumento incomum de casos fora dos países da África Central e Ocidental onde o vírus é endêmico, espalhando-se por todo o mundo, com um alto número de infecções na Europa.

A varíola dos macacos — detectada pela primeira vez em humanos em 1970 — é menos perigosa e contagiosa do que a varíola, erradicada em 1980. Na maioria dos casos, os pacientes são homens relativamente jovens, que fazem sexo com homens e geralmente vivem em cidades, disse a OMS.

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Na sexta-feira, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recomendou estender o uso de uma vacina contra a varíola combater a propagação do Monkeypox, que já é usada em vários países.

Em 2013, a União Europeia aprovou a vacina Imvanex, da empresa dinamarquesa Bavarian Nordic, para prevenir a varíola. Seu uso agora é estendido devido à sua semelhança com o vírus da varíola dos macacos. A OMS recomenda vacinar as pessoas de maior risco, bem como os profissionais de saúde que possam estar expostos à doença.

Os principais sintomas da doença são:

O início súbito de febre

A adenomegalia — inchaço dos linfonodos do pescoço

E a erupção cutânea aguda.

A disseminação se dá por meio do contato mais próximo com infectados, não sendo de rápida transmissão.

A orientação do Ministério da Saúde do Brasil é isolar casos suspeitos e confirmados da doença, assim como monitorar as pessoas com quem os infectados tiveram contato. Profissionais de saúde precisam comunicar possíveis casos às secretarias de Saúde locais e estaduais, além do próprio ministério, já que a doença é de notificação compulsória.

Varíola no Brasil

Em apenas seis semanas desde o primeiro diagnóstico positivo, o Brasil já contabiliza 696 casos de varíola dos macacos, sendo a maioria em São Paulo. O país ocupa a sétima posição em número de infectados no ranking mundial.

No entanto, o crescimento da doença no país não foi constante. Foram necessários 28 dias para que o país chegasse ao centésimo diagnóstico. Até que esses cem casos se tornassem 696 — o patamar atual — foram necessários apenas 16 dias.

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Mesmo diante do crescimento da doença no Brasil, o Ministério da Saúde decidiu finalizar a sala de situação criada para monitorar a disseminação da varíola dos macacos no país no dia 13 de julho. Na ocasião, o país tinha 228 diagnósticos positivos e a pasta afirmou que continuaria monitorando os casos.

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