Varíola dos macacos: Bahia e Pernambuco têm primeiros registros; casos no Brasil sobem 185% em uma semana

Os estados da Bahia e de Pernambuco detectaram nesta semana os primeiros diagnósticos de varíola dos macacos. De acordo com a última atualização do Ministério da Saúde, com número coletados até a segunda-feira, já são 228 casos no Brasil, que tem registros também em São Paulo; Rio de Janeiro; Minas Gerais; Paraná; Rio Grande do Sul; Ceará; Rio Grande do Norte; Goiás e Distrito Federal.

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O primeiro caso na Bahia foi confirmado nesta quarta-feira pela Secretaria de Saúde do estado, na capital Salvador, e está isolado. Ontem, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco também informou a primeira identificação de uma pessoa contaminada. O paciente é um homem, de 25 anos, morador de Guarulhos, em São Paulo, que está no estado desde o último dia 23.

De acordo com o último informe da Sala de Situação criada pelo Ministério da Saúde para monitorar as infecções pelo vírus monkeypox no país, há ainda 116 suspeitas sendo analisadas. A doença tem notificação obrigatória desde que o surto mundial teve início, em maio.

O primeiro caso no Brasil foi identificado no dia 9 de junho, na capital paulista. Pouco menos de um mês depois, no dia 4 de julho, foram relatados um total de 80 diagnósticos no país. Em uma semana, esse número mais que dobrou, chegando a 228 no dia 11 – um aumento de 185%.

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), já são 9.200 pessoas contaminadas em 63 países. Apesar do avanço da doença, o comitê responsável da OMS decidiu por não declarar ainda emergência de saúde pública de alcance internacional, status atribuído à Covid-19, em reunião realizada no último dia 23. No entanto, frente aos casos crescentes, o grupo fará um novo encontro no próximo dia 18 e pode reavaliar a decisão.

O crescimento de pessoas infectadas no Brasil acontece após estados já registrarem casos de transmissão local da varíola dos macacos, ou seja, em pacientes que contraíram a doença no país. Isso porque os contaminados não retornaram do exterior e nem tiveram contato com alguém que veio de outro local.

Entenda os riscos da varíola dos macacos

A doença é uma versão semelhante à varíola erradicada em 1980, embora mais rara, mais leve e com a transmissão entre pessoas mais difícil de acontecer, segundo a OMS. Existem duas variantes conhecidas do vírus monkeypox, associadas à África Ocidental (West clade) e à África Central na região do Congo (Congo clade). A primeira, causa do surto atual, é mais leve, com taxa de mortalidade de cerca de 1%. Ainda assim, não foram registradas mortes até agora entre os mais de mil casos identificados em lugares não endêmicos.

A transmissão acontece principalmente por contato com as lesões causadas na pele, como bolhas, e pelos fluidos corporais. Além disso, a OMS reconhece que a via respiratória também é uma meio de entrada para o vírus, mas sendo necessário um contato próximo e prolongado, motivo para a transmissibilidade considerada mais baixa do agente.

As formas de contaminação, portanto, englobam o contato íntimo, com uma série de registros sendo associados a estabelecimentos destinados a encontros para o sexo. Por isso, a OMS alerta para que pessoas com muitos parceiros sexuais estejam atentas aos sintomas.

São eles febre, dor de cabeça, dores musculares e erupções na pele (lesões) como bolhas que começam no rosto e se espalham para o resto do corpo, principalmente as mãos e os pés. A doença costuma apresentar um quadro leve, e as manifestações desaparecem sozinhas dentro de duas a três semanas.

Em caso de sintomas, os especialistas orientam a busca pelo serviço médico o mais rápido possível, assim como na situação de contato com pessoas sintomáticas. O período de incubação do vírus é longo, geralmente de 6 a 13 dias, mas podendo variar de 5 a 21 dias, segundo a OMS, o que pode levar a uma demora para o surgimento dos sinais.

Vacinação

A disseminação tem levado países a adotarem medidas para proteger aqueles considerados de “maior risco” para a doença, inclusive por meio da distribuição de vacinas. Isso porque os imunizantes utilizados para erradicar a varíola em 1980 são cerca de 85% eficazes contra o vírus monkeypox, segundo a OMS. Embora a organização não recomende uma campanha de imunização em massa, ela reconhece os benefícios para pessoas mais expostas à doença.

É o caso de lugares como Reino Unido e Nova York, nos Estados Unidos, que vacinam profissionais da saúde e pessoas que tiveram contato com alguém infectado. Os especialistas explicam que devido ao longo período de incubação do vírus monkeypox – tempo entre a contaminação e o surgimento de sintomas –, que pode chegar a três semanas, a vacina nesse caso é eficaz pois pode atenuar a replicação do patógeno no organismo durante esse período.

São imunizados também homens gays, bissexuais ou que fazem sexo com outros homens. Embora todas as pessoas possam ser contaminadas, as autoridades de saúde chamam a atenção que esse público representa a grande maioria dos diagnósticos,

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