Varíola dos macacos: laboratório confirma primeiro caso em São Paulo

O laboratório Adolfo Lutz, em São Paulo, atestou nesta quinta-feira o primeiro caso de Varíola dos Macacos do Brasil. O quadro é de um homem de 41 anos que esteve recentemente na Espanha e em Portugal. Informações iniciais apuradas pelo GLOBO dão conta que o homem viajou para esses países com a mãe, que ainda não apresentou sintomas para a doença.

O caso já era considerado positivo para a doença por especialistas que conheciam o quadro do paciente desde ontem. A secretaria de Saúde, contudo, tratava esta primeira infecção como "suspeita". Essa cautela se deu diante da necessidade de realizar um sequenciamento genômico completo de amostras retiradas do paciente. Nesta modalidade, compara-se o genoma do vírus encontrado em amostras do paciente com bancos de dados de casos internacionais. Este trabalho que coube ao Adolfo Lutz.

Vale dizer, conforme interlocutores informaram ao GLOBO, que duas outras análises de secreções do paciente já haviam sido realizadas, mas somente uma delas deu positivo. Agora, com a confirmação do Lutz, não restam mais dúvidas sobre o caso.

Em nota, a secretaria de Saúde informou que " a confirmação ocorreu pelo Instituto Adolfo Lutz após realização de diagnóstico diferencial de detecção por RT-PCR do vírus Varicela Zoster (com resultado negativo) e análise metagenômica do material genético, quando então foi identificado o genoma do Monkeypox vírus".

Há ainda um segundo caso em investigação na capital paulista. Trata-se de uma mulher de 26 anos internada em um hospital da rede pública paulistana. Neste caso, contudo, especialistas que conhecem bem o caso acham menos provável a confirmação do diagnóstico. A paciente, inclusive, passa por novos exames capazes de determinar o que compromete sua saúde neste momento.

O paciente do Emílio Ribas está em um quarto de isolamento. Médicos que tratam de sua saúde precisam utilizar um grande aparato de proteção para evitar infecções pela respiração ou pelo contato. Fazem parte da indumentária luvas, faceshield, máscara do tipo N95, um traje de proteção e óculos.

O paciente, dizem informações iniciais, passa bem.

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