Varíola dos macacos: laboratórios privados no Rio e em SP começam a oferecer testes para a doença

A varíola dos macacos se espalha pelo mundo e pelo Brasil. Segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), já foram registrados mais de 6 mil casos em 59 países. No Brasil, o total de pessoas infectadas com o vírus monkeypox chegou a 219, segundo informações da Agência Brasil. São 158 casos apenas no Estado de São Paulo; 34 no Rio de Janeiro; 14 em Minas Gerais; três no Paraná; três no Rio Grande do Sul; dois no Ceará; dois no Rio Grande do Norte; dois em Goiás e um no Distrito Federal.

O avanço da doença no país acontece após estados já registrarem casos de transmissão local da varíola dos macacos, ou seja, em pacientes que contraíram a doença no Brasil. Isso porque os infectados não retornaram do exterior e nem tiveram contato com alguém que veio de outro país.

A disseminação da doença motivou laboratórios privados do país a oferecerem o exame para diagnóstico da doença. Até então, apenas laboratórios da rede pública realizavam esses testes, como ocorreu no início de 2020, quando apareceram os primeiros casos de infecção pelo coronavírus no país.

Em São Paulo, o Fleury Medicina e Saúde passou a oferecer o exame para detecção de varíola de macacos. A infectologista Carolina Lázari, explica que a rede começou o desenvolvimento de um teste específico para a doença quando saíram as notícias do surto na Europa.

Neste momento, a detecção é feita por meio do sequenciamento genético do vírus, mas a ideia é que nas próximas semanas esteja disponível um teste RT-PCR, semelhante ao que existe para o diagnóstico de Covid-19.

— Optamos por fazer o sequenciamento porque como é um vírus novo no país, isso permitiu colocar o teste mais rápido no mercado e nos dá um resultado mais detalhado nas primeiras amostras do que o PCR. Mas já estamos trabalhando no PCR, caso seja preciso aumentar a escala de processamento — diz Lázari.

O material é coletado por um swab, como na Covid-19. A diferença é que em vez da amostra ser retirada do nariz ou da garganta, isso é realizado pelas lesões cutâneas ou mucosas, com aspecto de vesículas, úlceras ou crostas. O prazo para a emissão do resultado é de 5 dias úteis.

Em breve, um teste para diagnóstico para doença também estará disponível na rede privada do Rio de Janeiro. Em cerca de duas semanas, o Richet Medicina & Diagnostico terá kits de testes PCR para diagnóstico da varíola dos macacos. O patologista clínico Helio Magarinos Torres Filho, diretor do Richet, explica que esse é um teste importado, fabricado com uma empresa já conhecida.

A coleta também é realizada por amostra colhida diretamente das lesões e o resultado demora de dois a cinco dias. Em ambos os laboratórios, é necessário pedido médico para a realização do exame. O valor varia entre o valor varia entre 330 e 500 reais e ainda não existem informações sobre cobertura pelos planos de saúde.

Como se trata de uma doença de notificação compulsória, após um diagnóstico positivo, os laboratórios precisam realizar a notificação à vigilância sanitária e enviar a amostra para confirmação por um laboratório de referência do governo. A contraprova é uma exigência padrão do Ministério da Saúde e ocorreu também com a Covid-19. Em geral, após um determinado número de amostras processadas corretamente, o laboratório é habilitado para realizar os testes sem a necessidade de confirmação.

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