Varíola dos macacos: Ministério da Saúde confirma segundo caso no estado do Rio

O Ministério da Saúde confirmou o segundo caso de varíola dos macacos no estado do Rio de Janeiro. Trata-se de um homem de 25 anos que vive em Maricá, na Região dos Lagos. Ele está em isolamento. Com o novo diagnóstico, divulgado pela pasta federal na noite desse domingo (19), o Brasil registra, até o momento, oito pacientes.

Diferente do primeiro caso confirmado no estado fluminense, o morador de Macaé disse não ter viajado ao exterior, mas relatou ter tido contato com estrangeiros. Segundo o ministério, o paciente apresenta quadro de saúde estável, sem complicações, e está sendo monitorado pelo Instituto Nacional de Infectologia e pelas secretarias de Saúde estadual e municipal.

O caso foi confirmado pelo Laboratório de Enterovírus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ainda de acordo com a pasta, todas as medidas de contenção e controle foram adotadas imediatamente após a comunicação de que se tratava de um caso suspeito da doença.

Em caso de suspeita da doença, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) aconselha que o paciente fique isolado até o desaparecimento completo das lesões. A varíola dos macacos causa erupções que geralmente se desenvolvem pelo rosto e depois se espalham para outras partes do corpo. Quando a crosta desaparece, a pessoa deixa de infectar outras pessoas. O período de incubação é de 6 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

A capital foi a primeira do estado a ter um diagnóstico positivo para a doença e confirmou o caso na última terça-feira (14). O paciente é um homem de 38 anos residente em Londres, que chegou ao Brasil em 11 de junho e procurou atendimento médico no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) no dia seguinte.

"No momento, o Brasil registra oito casos confirmados, sendo quatro em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul e dois no Rio de Janeiro. Outros seis casos permanecem em investigação. Todos seguem isolados e em monitoramento", disse o Ministério da Saúde.

De modo diferente da que foi eliminada pelas vacinas em 1980 -- que infectava apenas humanos --, a varíola atual provocada pelo vírus monkeypox é uma zoonose silvestre, ou seja, uma doença que passa de animais, majoritariamente roedores, para pessoas.

A transmissão, portanto, costumava ser predominantemente pelo contato com esses animais portadores do patógeno, uma realidade diferente da que países vivem no surto atual, com contágio entre humanos. Porém, essa forma de disseminação entre pessoas, embora rara, já era conhecida. Ela acontece principalmente por contato com as lesões causadas na pele, como bolhas, e pelos fluidos corporais.

São sintomas da doença: febre, dor de cabeça, dores musculares e erupções na pele (lesões) como bolhas que começam no rosto e se espalham para o resto do corpo, principalmente as mãos e os pés. A doença costuma apresentar um quadro leve, e as manifestações desaparecem sozinhas dentro de duas a três semanas.

Em caso de sintomas, os especialistas orientam a busca pelo serviço médico o mais rápido possível, assim como na situação de contato com pessoas sintomáticas. O período de incubação do vírus é longo, geralmente de 6 a 13 dias, mas podendo variar de 5 a 21 dias, segundo a OMS, o que pode levar a uma demora para o surgimento dos sinais.

Uma nota técnica divulgada pela secretaria estadual de Saúde orientam aos profissionais a identificiarem um caso suspeito da doença. O documento explica que a principal forma de transmissão são de grandes gotículas respiratórias e fluidos corporais. Ao contrário da Covid, que pode ser transmitida em particulas ainda menores, as gotículas maiores não podem alcançar uma grande distância para propagação (viajar muito), e é necessário um contato próximo e pessoal prolongado com uma pessoa infectada.

A orientação é que podem ser considerados pessoas de qualquer idade que, a partir de 15 de março de 2022, apresente início súbito de febre, adenomegalia ( aumento de volume dos gânglios linfáticos) e erupção cutânea aguda de progressão uniforme. Há orientação ainda de descartar doenças que podem ter os mesmos sintomas, como herpes, dengue e sífilis.

O documento orienta ainda uma maior atenção para pacientes suspeitos que tenham tido contato com um caso confirmado ou ter viajado para um país com transmissão já confirmada da doença.

"Sendo diagnosticado como caso suspeito de Monkeypox, o paciente deve ser mantido isolado (precauções para contato e gotículas). As lesões de pele em áreas expostas devem ser protegidas por lençol, vestimentas ou avental com mangas longas, inclusive durante o deslocamento do mesmo. A notificação à vigilância epidemiológica deve ser imediata" diz trecho do documento.

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