Varíola dos macacos: Ministério da Saúde define Fiocruz como laboratório referência

O Laboratório de Enterovírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) foi nomeado Laboratório de Referência do Ministério da Saúde (MS) em monkeypox, vírus que causa a varíola dos macacos. Desta forma, a unidade irá analisar amostras suspeitas de infecção pelo monkeypox provenientes do estado do Rio de Janeiro e de toda a região Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe).

Covid-19: Ômicron não fornece reforço imunológico contra reinfecção, diz estudo

Rica em gordura e pobre em carboidrato: Dieta cetogênica é capaz de aumentar resistência ao estresse

Já teve Covid? Saiba quanto dura a imunidade, o que muda na reinfecção e como estar preparado

Até então, a rede de referência em diagnóstico laboratorial do país contava com três centros: a Fundação Ezequiel Dias, o Instituto Adolfo Lutz e a Universidade Federal do Rio de Janeiro, por meio dos Laboratórios de Biologia Molecular de Vírus e de Virologia Molecular.

“Com a rápida proliferação do vírus pelo mundo, a expertise centenária da Fiocruz na linha de frente contra patógenos emergentes e reemergentes irá se somar a das demais unidades e contribuir para uma precisa resposta brasileira ao surto”, frisou em nota Edson Elias, chefe do Laboratório de Enterovírus do IOC.

Na corrida contra a varíola dos macacos, a Fiocruz se destacou ao produzir, em apenas uma semana, insumos de testes moleculares para detectar a presença do vírus monkeypox. Os esforços em tempo recorde acontecem na realidade em que não há muitos testes disponíveis, uma vez que a doença era rara fora dos poucos países onde é endêmica. Por isso, identificar a infecção pode levar semanas e ser um dos desafios para controle da disseminação.

De acordo com o Ministério da Saúde, é considerado caso suspeito ou provável de varíola dos macacos a pessoa de qualquer idade que, a partir de 15 de março de 2022, apresente início súbito de febre, aumento dos gânglios e erupção cutânea. Também é preciso ficar atento à exposição próxima e prolongada sem proteção respiratória, contato físico direto, incluindo contato sexual, ou contato com materiais contaminados, como roupas ou roupas de cama, com algum caso provável ou confirmado de monkeypox, ou histórico de viagem a países endêmicos ou com casos confirmados da doença.

Até 14 de junho, foram confirmados mais de 1.700 casos, em 36 países, principalmente na Europa, como Reino Unido (470), Espanha (275), Portugal (231) e Alemanha (229). Na região das Américas, foram diagnosticados casos no Canadá (123), Estados Unidos (65), Argentina (3), México (2) e Venezuela (1). No Brasil já são 5 casos positivos.

Síndrome de Ménière: Além do padre Fábio de Melo, veja outros cinco famosos que tratam a doença

Compare: Arroz integral é melhor que o branco? Depende do objetivo da sua dieta

Entrevista exclusiva: 'Fiocruz receberá a tecnologia para fabricar remédio profilático para Covid', diz executiva internacional da AstraZeneca

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos