Varíola dos macacos: Ministério da Saúde cria comitê de emergência

O Ministério da Saúde confirmou a criação do comitê de emergência para combater a varíola dos macacos, também chamada de monkeypox. O Centro de Operação de Emergências (COE) entrará em vigor na sexta-feira para traçar plano de contingência contra a doença. Essa decisão vem em meio ao aumento exponencial de casos no Brasil.

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Em entrevista ao GLOBO, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, já havia antecipado a possibilidade de implementação do grupo. O trabalho deve ser coordenado por esse braço do ministério, que absorveu as atividades da sala de situação da doença — extinta em 13 de julho — e passou realizar a vigilância epidemiológica da varíola dos macacos.

Segundo a pasta, o trabalho contará com integrantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), da Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) e do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

"O Ministério da Saúde vai ativar, nesta sexta-feira (29), o Centro de Operação de Emergências (COE) para elaboração do Plano de Contingência do surto de varíola dos macacos no Brasil", diz a nota.

O movimento da pasta ocorre um dia após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciar a criação do próprio comitê emergencial e em meio a um cenário de críticas a respeito da falta de estratégia e de gestão coordenada do ministério para enfrentar a monkeypox, como mostrou O GLOBO.

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Sem vacinas contra varíola dos macacos no Brasil, a pasta negocia a compra de 50 mil doses junto à Opas, representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas, que devem se destinar a profissionais de saúde. A previsão é que os imunizantes desembarquem em território nacional ainda em 2022. Além disso, o pais também não tem medicamentos à disposição: a última autorização expirou em 2010.

"O controle da varíola dos macacos é prioridade para o Ministério da Saúde, que realiza o constante monitoramento da situação epidemiológica para orientar ações de vigilância e resposta à doença no Brasil", continua o comunicado.

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