Entenda por que os EUA estão prolongando a Black Friday no país

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A Black Friday sales event is advertised in a store window in Washington, U.S., November 29, 2019. REUTERS/Loren Elliott
A Black Friday sales event is advertised in a store window in Washington, U.S., November 29, 2019. REUTERS/Loren Elliott
  • "Black Friday" norte-americana é prolongada para durar todo o mês de novembro;

  • Entre as razões para o prolongamento, estão falta de trabalhadores e de estoque de produtos;

  • Lojas físicas estão sendo fechadas no Dia de Ação de Graças pela primeira vez;

Em meio a estoques escassos no final do ano por conta da falta de produtos, somada a uma falta de trabalhadores, os varejistas norte-americanos estão transformando a "Black Friday", que inicia a temporada de compras de fim de ano, em um evento de um mês inteiro, prolongando o evento e seus descontos, de acordo com informações da agência Reuters. 

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Nos EUA, era uma tradição no país os consumidores fazerem filas para aproveitar os descontos em lojas físicas, mas com o crescimento das vendas online, as lojas optaram por fechar suas portas no Dia de Ação de Graças. Entre eles, o Walmart, maior varejista do mundo, disse na segunda-feira que já havia iniciado os descontos da "Black Friday", mas que suas lojas estarão fechadas no Dia de Ação de Graças pelo segundo ano consecutivo, enquanto a rival Target, começou a realizar suas próprias vendas com descontos no último domingo, mas que deve manter suas lojas físicas fechadas no feriado. 

Online tirou força das lojas físicas

O fim de semana de Ação de Graças anteriormente dava início à temporada de compras de fim de ano nos Estados Unidos com descontos "estrondosos" que fizeram com que os consumidores fizessem fila para comprar quarteirões do lado de fora das lojas físicas em todo o país na Black Friday, que sempre acontece no dia seguinte ao feriado. Nos últimos anos, as compras nas lojas diminuíram, com as vendas online no dia ultrapassando as vendas físicas pela primeira vez em 2019, de acordo com dados da agência Reuters.

Os varejistas têm reduzido cada vez mais o horário de funcionamento da Black Friday, à medida que os compradores passam a fazer compras online. De acordo com uma pesquisa Reuters/IPSOS com cerca de 1.000 pessoas, mais de um quinto dos consumidores disseram que planejavam comprar presentes online principalmente neste ano, enquanto apenas 12% disseram que comprariam presencialmente nas lojas. 

As vendas online na própria Black Friday neste ano nos Estados Unidos devem aumentar 5%, para US$ 9,5 bilhões, de acordo informações do Índice de Economia Digital da Adobe. Para isso, empresas como o Walmart e a Target disseram que iriam investir mais nas opções para o mesmo dia, incluindo a possibilidade de os clientes retirarem as mercadorias encomendadas online.

Mas o atendimento rápido de pedidos on-line pode colocar pressão sobre a força de trabalho dos varejistas em um momento em que há escassez de trabalhadores em depósitos, em meio a "grande renúncia" vigente no mercado de trabalho norte-americano. Para se garantir, segundo a agência Reuters, alguns varejistas disseram que estão se preparando para o retorno das lojas físicas e garantiram que têm estoque suficiente para conciliar vendas online e presenciais.

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