Varejo mostra recuperação e cresce 1,1% em setembro, 1ª alta em cinco meses

As vendas do comércio brasileiro cresceram 1,1% em setembro ante o mês anterior, conforme mostram os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE. O resultado mostra o início de uma recuperação do varejo, já que no mês anterior houve retração de 0,1% no volume de vendas.

Além de o mês ter tido uma sexta-feira a mais, dia em que as vendas costumam ser mais intensas, a liberação de auxílios pelo governo também ajudou a dar fôlego para o comércio.

No trimestre, a alta foi de 0,3%, enquanto no acumulado do ano, de 0,8%. Apesar disso, nos últimos 12 meses, o comércio ainda registra perda de 0,7%.

Maioria das atividades com taxas positivas

Seis das oito atividades tiveram taxas positivas na comparação mensal. As vendas de hipermercados subiram cerca de 1,2% em relação ao mês anterior, enquanto as de produtos farmacêuticos tiveram alta de 0,6%.

Além disso, livros, jornais, revistas e papelaria conseguiram ganho de 2,5%; equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, de 1,7%; e combustíveis e lubrificantes, de 1,3%. Tecidos, vestuário e calçados também aumentaram as vendas no mês de setembro em 0,7%.

Apenas duas atividades apresentaram resultados negativos — móveis e eletrodomésticos, com queda de 0,1%, e outros artigos de uso pessoal e doméstico, com baixa de 1,0%.

Em relação a 2021, o comércio cresceu 3,2%, impulsionado por cinco atividades: combustíveis e lubrificantes (34,8%); livros, jornais, revistas e papelaria (31,8%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,8%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (5,9%); e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,8%).

Destaque para papelaria e combustíveis

Na comparação com setembro do ano passado, as atividades de livros, jornais, revistas e papelaria e combustíveis e lubrificante se destacam em relação às demais, com ganho de 31,8% e 34,8%, respectivamente.