Variante do coronavírus pode atingir mais facilmente crianças, alertam cientistas

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Cientistas alertam que a nova cepa mutante do coronavírus possa infectar crianças com mais facilidade, informa o jornal "The Independent" nesta segunda-feira, dia 21. O estudo sugere que a variação se espalha mais entre jovens do que outras cepas identificadas no Reino Unido, após uma análise de dados que mostram contágio maior entre jovens. A variante teria capacidade de infectar crianças da mesma forma como ocorre o contágio entre adultos.

"Há uma indicação de que ele tem maior propensão a infectar crianças. Isso talvez explique algumas das diferenças. Não estabelecemos nenhum tipo de causalidade nisso, mas podemos ver isso nos dados", disse o professor Neil Ferguson, do Imperial College London, nesta segunda-feira, dia 21, referindo-se à taxa de infecção maior entre crianças considerando a variante do conoravírus.

Ferguson frisou que a pesquisa continua para averiguar essa hipótese.

"Durante o bloqueio na Inglaterra, vimos uma mudança geral na distribuição de idade do vírus em relação às crianças, e isso era verdade na variante e na não variante e é isso que esperaríamos, uma vez que tínhamos feito o lockdown, o que reduziu os contatos de adultos, mas as escolas ainda estavam abertas. O que vimos ao longo de um período de cinco ou seis semanas, porém, é consistente com a proporção de dois casos para a variante em menores de 15 anos, sendo por estatística significativamente maior do que para o vírus não variante".

Para a professora Wendy Barclay, membro do Grupo de Aconselhamento sobre Ameaças de Vírus Respiratórios Novos e Emergentes, o vírus antes tinha maior dificuldade para infectar crianças, enquanto agora estaria com iguais condições entre adultos e os mais jovens. Ela explicou que a nova cepa teria capacidade maior de se conectar com células humanas para infectá-las.

"Não estamos dizendo que este é um vírus que visa especificamente crianças ou que seja mais específico em sua capacidade de infectar crianças, mas sabemos que a Covid não era tão eficiente em afetar crianças como era em adultos", acrescentou.