Variante indiana do coronavírus já foi detectada em 53 territórios, afirma OMS

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Cepa indiana do coronavírus é mas contagiosa, mas ainda não se sabe se mais letal (Imagem: Getty Images)
  • Variante indiana do coronavírus já está em 49 países e 4 territórios, segundo a OMS

  • Cepa é mais contagiosa e mais resistente à vacinas da Pfizer e AstraZeneca

  • Variante indiana já foi detectada no Brasil

A variante indiana do coronavírus, a B.1.617, já foi oficialmente identificada em 49 países e 4 territórios. É o que mostra um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado nesta quarta-feira (26). Na semana passada, o boletim da OMS registrava 8 áreas a menos.

O Brasil está entre os países que já confirmou oficialmente que houve infecção com a variante no país.

Há, ainda, 7 locais em que a variante foi encontrada, mas as fontes são não oficiais. Isso elevaria o número para 60 territórios que já tem a cepa indiana do coronavírus. Entre essas estão China e Nova Zelândia, países referência no combate à covid-19.

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Segundo o boletim da OMS, a variante indiana é mais contagiosa e capaz de diminuir a eficácia das vacinas Oxford/AstraZeneca e Pfizer. A Organização Mundial da Saúde ainda estuda se os quadros de covid-19 com a B.1.617 são mais graves e se aumentam a chance de reinfecção.

O relatório ainda alerta que quanto mais o vírus circula, mais oportunidades as variantes de de evoluir. “Reduzir o contágio por meio de métodos de controle de doenças estabelecidos e comprovados é parte essencial da estratégia global para reduzir as mutações que têm implicações negativas na saúde pública”, afirma a OMS.

A OMS classifica oficialmente quatro como sendo as “variantes de preocupação:

  • Britânica (B.1.17)

  • Sul-africana (B.1.351)

  • Brasileira (P.1)

  • Indicana (B.1.617)

Casos da variante indiana no Brasil

A Prefeitura de Juiz de Fora, em Minas Gerais, investiga o primeiro caso suspeito de infecção com a variante indiana do novo coronavírus, chamada de "B.1.617". As informações foram reveladas nesta terça-feira (25).

De acordo com a Secretaria de Saúde do município, o paciente, que está internado e isolado na Santa Casa de Misericórdia da cidade, testou positivo para Covid-19 após voltar de uma viagem para a Índia.

Outros 4 estados têm casos suspeitos da variante indiana da Covid-19

Além de Minas Gerais, no Brasil, há pelo menos outros quatro estados investigando casos da nova cepa. No último dia 20, a Secretaria de Saúde do Maranhão confirmou os primeiros casos da variante indiana do coronavírus no Brasil. Os infectados com a chamada "B.1.617.2" são tripulantes do navio MV Shandong da Zhi, que veio da África do Sul e está ancorado no litoral do estado nordestino.

A pasta já havia informado que um indiano que estava na embarcação tinha sido hospitalizado e diagnosticado com Covid-19. Exames realizados nele e em outros cinco tripulantes confirmaram a contaminação pela variante da Índia — outros nove também testaram positivo, mas não foi possível determinar para qual variante.

Menos de uma semana depois, ao menos quatro outros estados monitoram casos suspeitos da nova cepa. Agora, são ao menos cinco que investigam a doença:

  • Maranhão

  • Pará

  • Ceará

  • Rio de Janeiro

  • Minas Gerais

Preocupação com a variante indiana

Por que a variante indiana preocupa e quais são os riscos?

Em coletiva de imprensa, o diretor-geral do Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão (Lacen-MA), Lídio Gonçalves, explicou que a variante indiana detectada no Maranhão é a B.1.617.2, uma das variações da cepa identificada pela primeira vez em dezembro na Índia.

Segundo ele, a Organização Mundial da Saúde (OMS) a classificou como uma variante "de atenção", o que significa que está relacionada com maior capacidade de transmissão. Mas ele ressaltou que todos os tripulantes do navio ancorado em São Luís estão isolados e não foi identificada transmissão local.

A variante indiana B.1.617 foi classificada pela OMS como uma "preocupação global" na semana passada. "O que há disponível de informação indica uma transmissibilidade acentuada", disse Maria Van Kerkhove, uma das principais autoridades técnicas da OMS em Covid-19, em coletiva no dia 10.

Quais são os riscos da variante indiana?

A análise genética revelou que essa variação apresenta mutações importantes nos genes que codificam a espícula, a proteína que fica na superfície do vírus e é responsável por se conectar aos receptores das células humanas e dar início à infecção.

Ou seja, tudo indica que esses "aprimoramentos" genéticos melhoram a capacidade de transmissão do vírus e permitem que ele consiga invadir nosso organismo com mais facilidade.

Vacinas funcionam contra a variante?

Segundo Gonçalves, os estudos preliminares mostram que as vacinas funcionam contra essa variante, mas ainda são necessários mais dados para se ter uma posição definitiva sobre a eficácia dos imunizantes contra a cepa indiana.

Quais cuidados devemos tomar?

O diretor do Lacen-MA explicou que a variante indiana segue "basicamente" o padrão das outras variantes de preocupação que existem, como a P1, que circula largamente no Brasil. As medidas centrais de proteção continuam sendo as mesmas.

O superintendente de Vigilância Sanitária do Maranhão, Edmilson Diniz, destacou a importância de se manter o uso de máscara, higienização das mãos, etiqueta respiratória, higienização de superfícies, distanciamento social e evitar aglomerações.

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