Variante ômicron oferece “risco elevado para o mundo”, diz OMS

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UKRAINE - 2021/11/26: In this photo illustration, words that say Omicron COVID-19 variant is seen on a mobile phone screen in front of the WHO (World Health Organization) logo in the background. (Photo Illustration by Pavlo Gonchar/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
OMS afirmou que ômicron pode representar um perigo para todo o mundo (Foto: Pavlo Gonchar/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
  • Organização Mundial da Saúde emitiu parecer alertando que variante ômicron representa risco elevado para o mundo

  • Ainda não há mortes registradas em decorrência da nova variante

  • Países com menor índice de vacinação devem ser os mais atingidos

Organização Mundial da Saúde divulgou um novo parecer sobre a variante ômicron. Segundo a entidade, a nova cepa do coronavírus representa um risco elevado para o mundo. Ainda há muitas dúvidas sobre a ômicron e seus efeitos, mas a OMS já adverte que países devem se mobilizar para evitar que ela se espalhe.

Até o momento, não há mortes associadas à nova variante. Ainda assim, a OMS está em alerta. “A variante ômicron tem um número sem precedente de mutações, algumas geram preocupação e podem influenciar na trajetória da pandemia”, alertou a OMS. “O risco global ligado à nova variante é bastante alto”.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, os maiores efeitos deverão ser sentidos pelas populações mais vulneráveis. O temor é que a ômicron aumente o número de casos e sobrecarregue sistemas de saúde e, consequentemente, a mortalidade. Os países mais afetados podem ser os que têm baixa taxa de vacinação.

O contágio mais alto com a nova variante se daria em função de a ômicron ser capaz de escapar da resposta imune gerada pelas vacinas que já existem. A OMS segue fazendo estudos para entender mais detalhadamente a nova variante.

Proibição de voos

A partir desta segunda-feira (29), entra em vigor a proibição de entraram no Brasil voos de seis países africanos. São eles: África do Sul, Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

A decisão foi tomada após uma decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para evitar a propagação da variante ômicron.

Reunião do G7

O Japão anunciou nesta segunda-feira (29) o fechamento de suas fronteiras a todos os visitantes estrangeiros para frear a variante ômicron da covid-19 e, durante o dia, os ministros da Saúdo do G7 se reunirão em caráter de urgência para tentar estabelecer uma estratégia comum diante do avanço da pandemia.

Três semanas após flexibilizar algumas restrições, o Japão decidiu implantar controles rígidos de fronteira, algo que muitos consideram coisa do passado.

"Vamos proibir a entrada de estrangeiros de todo o mundo partir de 30 de novembro", afirmou o primeiro-ministro japonês Fumio Kishida.

A variante ômicron, detectada inicialmente no sul da África, já está presente em vários países.

Nesta segunda-feira, os ministros da Saúde do G7 (França, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido) se reunirão "para discutir a evolução da situação sobre a ômicron", em um encontro organizado em caráter de urgência em Londres, que tem a presidência temporária do G7.

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