Varíola dos macacos: Anvisa aprova vacina e medicamento contra doença

Vacina e medicamento contra varíola dos macacos tem aprovação em caráter excepcional na Anvisa. (Foto: Paul Bersebach/MediaNews Group/Orange County Register via Getty Images)
Vacina e medicamento contra varíola dos macacos tem aprovação em caráter excepcional na Anvisa. (Foto: Paul Bersebach/MediaNews Group/Orange County Register via Getty Images)
  • Brasil é o terceiro país com mais casos da doença

  • Vacina contra varíola dos macacos deve ser aplicada em maiores de 18 anos

  • Medicamento pode ser usado em crianças que pesem ao menos 13 kg

Uma vacina é um medicamento conta a varíola dos macacos foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O órgão usou dados da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e da Agência Americana (FDA).

Se trata de uma dispensa de caráter excepcional, que só vale para o Ministério da Saúde e tem validade de seis meses.

Atualmente, o Brasil é o terceiro país com mais casos da doença. São 4 mil confirmados até agora.

Conheça os itens aprovados:

  • Tecovirimat: medicamento com concentração de 200 mg, na forma farmacêutica cápsula dura, de uso oral. Tem um prazo de validade de 84 meses e é indicado para o tratamento de doenças causadas por Ortopoxvírus em adultos, adolescentes e crianças com peso a partir de 13 kg.

  • Vacina Jynneos/Imvanex: fabrivara pela Bavarian Nordic A/S na Dinamarca e Alemanha, pode ser aplicada em adultos com idade igual ou superior a 18 anos. Tem prazo de validade de até 60 meses, se conservada entre -60 a -40°C.

As primeiras doses da vacina contra a varíola dos macacos devem chegar na América Latina e no Caribe em setembro, conforme informou a farmacêutica Bavarian Nordic nesta quarta-feira (24/8).

O fabricante dinamarquês, o único com um imunizante aprovado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), firmou um acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para entregar doses à região. Na América do Norte, a vacina é comercializada com o nome Jynneos, e na Europa, Imvanex.

Atualmente, segundo dados da OMS divulgados nesta quinta-feira (25), a América Latina concentra 60% dos casos da doença no mundo. A causa, segundo o diretor-geral do órgão, Tedros Adhanom Ghebreyesus, são problemas de saúde básicos dos países, entre eles a falta de conscientização sobre as formas de transmissão do vírus.