Varíola dos macacos: Anvisa divulga medidas de prevenção da doença

Pacientes com erupção cutânea, um dos sintomas da varíola dos macacos, devem fazer isolamento (Foto: Getty Images)
Pacientes com erupção cutânea, um dos sintomas da varíola dos macacos, devem fazer isolamento (Foto: Getty Images)

Resumo da notícia

  • A Anvisa divulgou medidas de segurança para tratar pacientes com a varíola dos macacos

  • Brasil teve o primeiro caso confirmado da doença na última quarta-feira (8)

  • Pacientes com a doença devem ficar a pelo menos um metro de distância dos demais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota técnica sobre as medidas de prevenção e mitigação contra a varíola dos macacos. As orientações valem para hospitais, clínicas e serviços de saúde. O Brasil teve o primeiro caso confirmado na última quarta-feira (8).

O principal ponto é que seja mantida uma distância mínima de um metro entre os leitos dos pacientes. A medida é importante porque a doença pode ser transmitida por gotículas do paciente infectado. O ideal é que o paciente seja mantido em um quarto privativo, com boa ventilação e portas fechadas.

Quem estiver infectado deve ficar isolado até que desapareçam as “crostas” das lesões, causadas pela varíola dos macacos. Quem estiver internado não poderá receber visitas ou ter acompanhantes, com o objetivo diminuir o contato do paciente.

Há, porém, exceções. “Para situações especificas e previstas em Lei, como crianças, idosos, pessoas com necessidade especiais, entre outros, deve-se evitar a troca de acompanhantes de forma a se minimizar o risco de transmissão”, explica a Anvisa.

Caso o paciente tenha erupção cutânea, um dos sintomas da doença, é necessário que seja feito um isolamento para avaliar o caso e confirmar se efetivamente se trata de varíola dos macacos.

Os profissionais de saúde que lidarem com pacientes contaminados devem usar equipamentos de proteção individual, como avental, luvas, máscaras cirúrgicas e protetor facial.

Caso confirmado em São Paulo

Foi confirmado nesta quarta-feira (8) o primeiro caso de varíola dos macacos no Brasil.

O paciente é um homem de 41 anos, viajou para a Espanha e está cumprindo isolamento no Hospital Emílio Ribas, na zona Oeste da cidade de São Paulo.

A Prefeitura da capital também está monitorando o estado de saúde de uma mulher de 26 anos hospitalizada com suspeita de ter contraído a doença.

Segundo o Ministério da Saúde, seis estados investigam possíveis infectados. São eles: São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Ceará, Rondônia e Santa Catarina. Os pacientes estão isolados.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já disse que o país terá vacinas para combater a varíola dos macacos “se houver necessidade”.

“Não é uma vacina igual a usada no passado para varíola, mas é uma vacina de vírus inativo não replicante. Trabalhamos em parceria com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde). Se houver necessidade, teremos vacina para aplicar no público-alvo, que são profissionais de saúde com contato direto com pacientes”, explicou o chefe da pasta.

A varíola dos macacos

A varíola dos macacos é uma doença infecciosa que geralmente é leve e endêmica em partes da África Ocidental e Central. Embora a doença pertença à mesma família de vírus da varíola, seus sintomas são mais leves.

Os infectados geralmente se recuperam em duas a quatro semanas sem hospitalização, mas, em algumas ocasiões, a doença é fatal.

Ela é espalhada por contato próximo, e pode ser contida com relativa facilidade por meio de medidas como isolamento e higiene.

Os sintomas são: dores de cabeça, dores no corpo, nódulos linfáticos inchados, cansaço e erupções cutâneas nas mãos e pés.