Varíola dos macacos: Brasil ultrapassa mil casos e trata situação como “surto”

Varíola dos Macacos: Causada por um vírus, os sinais e sintomas da doença podem durar entre duas e quatro semanas. A transmissão ocorre principalmente pelo contato pessoal
Varíola dos Macacos: Causada por um vírus, os sinais e sintomas da doença podem durar entre duas e quatro semanas. A transmissão ocorre principalmente pelo contato pessoal

O Brasil já tem mais de mil casos de varíola dos macacos no país e, agora, o Ministério da Saúde trata a situação como um “surto” da doença. O termo foi usado pela primeira vez em uma nota emitida pela pasta na noite de quinta-feira (28).

Na epidemiologia, um “surto” é a situação que identifica quantidades acima do normal para doenças contagiosas. Esse seria o primeiro estágio da escala de contágio, podendo depois vir a se tornar uma epidemia.

O último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde fala em 1.066 casos da varíola dos macacos no país, sendo que 16 estados já detectaram casos da doença. São Paulo é a unidade da federação com mais casos, 823 ocorrências.

A pasta informou ainda que vai instaurar um Centro de Operação em Emergências para acompanhar a situação epidemiológica e elaborar um plano de vacinação contra a varíola dos macacos. A inauguração será nesta sexta-feira (29).

Foram convidados a participar do colegiado, membros do Conass, Conasems, Opas, Anvisa e representantes de outras secretarias do Ministério da Saúde, além da própria Secretaria de Vigilância em Saúde.

O ministério citou ainda a pretensão de comprar vacinas contra a doença. O imunizante, prevê a pasta, será a de vírus não replicante e, de acordo com o pedido feito à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a pasta prevê a compra de 50 mil doses do imunizante.

"O esquema de imunização deve ser de duas doses com intervalo de 30 dias entre elas. Já estamos em tratativas com as fabricantes para adquirir os imunizantes. O COE vai acompanhar todo o processo pandêmico em relação à monkeypox", destacou Arnaldo Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde.

Sobre a doença, o Ministério da Saúde informa: “Causada por um vírus, os sinais e sintomas da doença podem durar entre duas e quatro semanas. A transmissão ocorre principalmente pelo contato pessoal e direto com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas contaminadas ou objetos infectados. A transmissão por meio de gotículas requer contato mais próximo entre o paciente infectado e outras pessoas, por isso, trabalhadores da saúde, membros da família, parceiros e parceiras têm maior risco de contaminação.”

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