Varíola dos macacos: com 60% dos casos, América Latina receberá vacina em setembro

Única vacina contra varíola dos macacos aprovada pela OMS até o momento é da farmacêutica Bavarian Nordic. (Foto: PASCAL GUYOT/AFP via Getty Images)
Única vacina contra varíola dos macacos aprovada pela OMS até o momento é da farmacêutica Bavarian Nordic. (Foto: PASCAL GUYOT/AFP via Getty Images)
  • Fabricante dinamarquês fez acordo com Organização Pan-Americana de Saúde (Opas)

  • Alta no número de casos de varíola dos macacos na região se dá por problemas básicos de saúde, diz OMS

  • Brasil já confirmou 4 mil casos da doença

As primeiras doses da vacina contra a varíola dos macacos devem chegar na América Latina e no Caribe em setembro, conforme informou a farmacêutica Bavarian Nordic nesta quarta-feira (24/8).

O fabricante dinamarquês, o único com um imunizante aprovado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), firmou um acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para entregar doses à região. Na América do Norte, a vacina é comercializada com o nome Jynneos, e na Europa, Imvanex.

“Embora a oferta global seja atualmente limitada, estamos trabalhando diligentemente para aumentar nossa capacidade de produção e tomamos medidas para fazer parcerias com outras empresas para fabricar rapidamente mais vacinas para ajudar a combater o surto atual”, afirmou em comunicado à imprensa Paul Chaplin, presidente e CEO da Bavarian Nordic, Paul Chaplin.

Atualmente, segundo dados da OMS divulgados nesta quinta-feira (25), a América Latina concentra 60% dos casos da doença no mundo. A causa, segundo o diretor-geral do órgão, Tedros Adhanom Ghebreyesus, são problemas de saúde básicos dos países, entre eles a falta de conscientização sobre as formas de transmissão do vírus.

O número de diagnósticos ao redor do mundo caiu 20% na última semana, de acordo com a OMS. A Europa está vendo o número de casos diminuir, o que ocorreu, segundo Tedros, pela disseminação de informações sobre prevenção.

“Nos estágios iniciais do surto de monkeypox, a maioria dos casos relatados estava na Europa, com uma proporção menor nas Américas. Isso agora se inverteu, com menos de 40% dos casos relatados na Europa e 60% nas Américas”, afirmou.

No total, são aproximadamente 46 mil casos confirmados nos últimos quatro meses em todo o planeta, de acordo com o Our World in Data, projeto da Universidade de Oxford. Destes, 4 mil estão no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde.