Varíola dos macacos: OMS convoca reunião de emergência enquanto Europa vive surto

Varíola dos macacos (Foto: CDC/Brian W.J. Mahy/Handout via REUTERS)
Varíola dos macacos (Foto: CDC/Brian W.J. Mahy/Handout via REUTERS)
  • Varíola dos macacos: OMS convoca reunião de emergência

  • Europa vive maior surto da doença já registrado

  • Não existe uma vacina específica para a doença

A OMS (Organização Mundial da Saúde) convocou nesta sexta-feira (20) uma reunião de emergência para discutir o recente surto da varíola dos macacos (monkeypox, em inglês) em países como Reino Unido, Portugal, Espanha, Alemanha, Estados Unidos e Canadá.

Identificada pela primeira vez em macacos, a doença raramente se espalha para fora da África —onde o vírus é endêmico—, e isso tem preocupado especialistas. Apesar disso, cientistas não acreditam que o surto irá evoluir para uma pandemia como a de covid-19, já que o vírus da varíola dos macacos não se espalha tão facilmente quanto o SARS-CoV-2.

O comitê da OMS que se reunirá é o Grupo Consultivo Estratégico e Técnico sobre Riscos Infecciosos com Potencial de Pandemia e Epidemia (STAG-IH), que aconselha sobre riscos de infecção que podem representar uma ameaça à saúde global.

"Com vários casos confirmados no Reino Unido, Espanha e Portugal, este é o maior e mais disseminado surto de varíola dos macacos já visto na Europa", disse o serviço médico das Forças Armadas da Alemanha, que detectou hoje seu primeiro caso no país. O paciente é um brasileiro de 26 anos, que chegou na Alemanha após viagem com origem em Portugal, passando pela Espanha.

Não existe uma vacina específica para a varíola dos macacos, mas os dados mostram que os imunizantes usados para erradicar a varíola são até 85% eficazes contra a doença, de acordo com a OMS.

Desde 1970, casos de varíola dos macacos foram relatados em onze países africanos. O primeiro caso europeu foi confirmado em 7 de maio em um indivíduo que retornou à Inglaterra da Nigéria.

Desde então, mais de 100 casos foram confirmados fora da África, de acordo com um rastreador de um acadêmico da Universidade de Oxford.

*Com informações da Reuters

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