Varíola dos macacos: primeiro paciente diagnosticado no Brasil recebe alta

Varíola dos macacos: Brasil já tem oito casos confirmados da doença. Foto: Getty Images.
Varíola dos macacos: Brasil já tem oito casos confirmados da doença. Foto: Getty Images.
  • Homem estava internado no Instituto Emílio Ribas em São Paulo

  • Ele não apresenta mais feridas ou sintomas

  • Brasil já tem oito casos de varíola dos macacos

Anderson Ribeiro, de 41 anos, o primeiro brasileiro diagnosticado com varíola dos macacos, recebeu alta do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo, nesta segunda-feira (20). Ele ficou catorze dias internado.

“Estou me sentindo muito bem. Farei, futuramente, um retorno de acompanhamento", disse o gerente de Produtos e Projetos de Recursos Humanos.

Anderson apresentou os primeiros sintomas no fim de maio, depois de voltar ao Brasil de uma viagem a Portugal e Espanha. O diagnóstico foi confirmado em 9 de junho pelo Instituto Adolfo Lutz.

A mãe de Anderson está sendo monitorada e não apresentou sintomas. “As pessoas com quem eu tive contato, não tiveram o vírus e isso é maravilhoso. Meu isolamento protegeu muitas pessoas. Isso é importante.”

O paciente afirma que suas feridas já cicatrizaram. “O tempo era necessário para as feridas secarem e o vírus deixar de ser transmissivo. Eu não tive Covid mas essa doença reforçou em mim a ideia de que quando a gente se cuida e toma as atitudes corretas frente a uma doença contagiosa, esse autocuidado protege os outros. Ficar isolado não é bom, mas foi necessário e isso me ajudou passar esses dias.”

Anderson disse que está animado para voltar ao convívio social. “Estou cheio de saudades da minha mãe e dos meus amigos. Mesmo falando por videochamada todos os dias, nada substitui um abraço.”

Oitavo caso confirmado no Brasil

No último domingo (19), o Ministério da Saúde confirmou o oitavo caso de varíola dos macacos no Brasil. O paciente vive em Maricá, no Rio de Janeiro. Ele se encontra estável.

"Não apresenta histórico de viagem para o exterior, mas relata contato com estrangeiros", afirmou a pasta.

O paciente é monitorado pelo Instituto Nacional de Infectologia e pelas Secretarias de Saúde do Estado e Município.