Vasco: Cinco fatos que explicam a derrota para o Athletico pelo Brasileiro

Bruno Marinho
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O Vasco tinha a chance de se tornar o 13º colocado do Campeonato Brasileiro depois dos outros jogos da rodada. Bastava uma vitória sobre o Athletico. Em vez disso, o time foi derrotado e permaneceu na zona de rebaixamento. O Furacão venceu por 3 a 0 neste domingo, na Arena da Baixada, e deixou os cariocas por mais um fim de semana entre os quatro últimos colocados.

Falhas individuais

Geralmente, elas acontecem por deficiência técnica, falta de concentração ou os dois. No primeiro tempo, os dois primeiros gols do Athletico vieram de erros capitais cometidos por Neto Borges e Fernando Miguel. No lance em que o Furacão abriu o placar, com Nicão, Neto Borges errou na saída de bola, foi desarmado e deixou a defesa vendida. O jogador já mostrou sérias deficiências para atuar no campo de defesa e o erro não chega a surpreender. Já o goleiro pecou num lance que não costuma vacilar. Na finalização de Cittadini, ele tentou fazer a defesa de primeira, apesar da força do chute. A bola acabou escapando da mão de Fernando Miguel e Carlos Eduardo não perdoou.

Inoperância ofensiva

Mais uma vez, o time não teve capacidade de criar jogadas ofensivas. Foram duas jogadas trabalhadas contando com o avanço dos laterais e mais nada. Juninho ainda tentou um lance em iniciativa individual e Cano fez um gol em cobrança de bola parada, mas o lance foi corretamente anulado por estar em impedimento. Fora isso, a dificuldade para articular o ataque foi gigante. Não à toa a equipe terminou o primeiro tempo com 42% de posse de bola.

Pobreza tática

Uma das características fundamentais para um time funcionar bem é a compactação. Uma equipe que consegue manter as linhas compactas, se movimentar em bloco do setor defensivo para o ofensivo, tanto cria opções de passe e, consequentemente, de jogadas de ataque, como também reduz espaços para os jogadores ofensivos do adversário. O Vasco mostrou na Arena da Baixada que nunca soube fazer isso. No primeiro tempo, Ricardo Sá Pinto escalou uma equipe basicamente defensiva. No segundo, já com a desvantagem de dois gols, encheu a equipe de jogadores ofensivos e criou um buraco gigante no meio de campo. Seria na falha grave que o Furacão definiria o jogo.

Erro da arbitragem

Germán Cano teve um gol bem anulado no primeiro tempo, mas no segundo, a interpretação de Jean Pierre Gonçalves Lima de um lance prejudicou o Vasco. Gustavo Torres tentou o passe para Talles Magno em um momento em que o argentino estava em posição irregular. Entretanto, a bola desviou na defesa do time paranaense, teve a trajetória alterada, o que se configura um segundo momento, e foi na direção do artilheiro. O camisa 14 marcou, mas não valeu. O lance aconteceu no comecinho da segunda etapa e poderia rapidamente recolocar o Cruz-maltino na partida.

Fim prematuro

Aos 15 minutos do segundo tempo, a partida acabou. Carlos Eduardo acertou belo chute de fora da área, cheio de espaço, e fechou o placar. O lance, como não poderia deixar de ser, acabou com as forças do Vasco. As mudanças que Ricardo Sá Pinto fez na equipe por atacado no intervalo, entraram Talles Magno, Torres e Leonardo Gil, deixaram o time mais agressivo, mas o terceiro gol do Furacão foi a ducha de água fria.